O mecânico Anderson de Deus Santos foi condenado a 34 anos de prisão pelo feminicídio de sua então companheira, Edilane Bernardo Franco. O crime ocorreu em novembro de 2021, em Guarapari, e Anderson já estava preso preventivamente desde a época do ocorrido. A sentença foi proferida no Fórum Criminal de Guarapari, onde o réu foi julgado pelo Tribunal do Júri. Ele cumprirá a pena inicialmente em regime fechado.

Durante o julgamento, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) apresentou provas que foram determinantes para a condenação de Anderson por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e o contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. O crime foi reconhecido como feminicídio, agravado pelo fato de ter ocorrido na presença dos filhos da vítima, de 1 ano e 9 meses e 5 anos.
O promotor de Justiça Marcelo Paiva Pedra, responsável pela acusação, destacou a violência explícita do réu e a importância da decisão judicial. “A decisão do Tribunal do Júri, ao reconhecer a autoria, todas as qualificadoras e as agravantes, foi absolutamente adequada, cumprindo seu papel de prevenir e reprimir com rigor os crimes praticados contra a mulher”, afirmou o promotor.
Crime ocorreu na frente dos filhos
O homicídio aconteceu no dia 6 de novembro de 2021, no bairro Nova Guarapari. Segundo as investigações, o relacionamento de Anderson e Edilane já era marcado por um histórico de violência doméstica, que perdurava por cerca de quatro anos. No dia do crime, Anderson levou Edilane a um local isolado, onde, na frente das duas crianças, desferiu vários golpes de faca nas costas, braço e barriga da vítima.
Após o assassinato, Anderson tentou simular um assalto, colocando o corpo da mulher em seu carro para tentar enganar as autoridades. No entanto, as investigações e as evidências levaram à sua prisão e à sua condenação por feminicídio.










