O fundador da rede de lojas Ricardo Eletro, Ricardo Nunes, alvo da operação “Direto com o dono” do Ministério Público de Minas Gerais, recebeu nesta quinta-feira (9) da justiça mineira, um alvará de soltura.

Ricardo Nunes é fundador da rede Ricardo Eletro, e o nome da operação “Direto com o dono” faz referência a propaganda que ele veiculava.

O empresário foi preso na última quarta-feira (8), investigado por sonegar aproximadamente R$ 400 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A defesa de Ricardo alega que ele é inocente.

Além do ex-proprietário, mais duas pessoas tiveram suas prisões preventivas expedidas, mas como ele, também já estão soltos. São eles: sua filha Laura Nunes e o atual superintendente da rede de lojas, Pedro Daniel Magalhães.

Entenda o caso. Após o Supremo Tribunal Federal ter definido como crime a apropriação de ICMS em 2019, a força-tarefa do Ministério Público e da Receita Federal começaram a investigar todos os contratos e relatórios enviados pelas empresas, chegando até Ricardo e seus parentes.

Em nota, a atual gestão da Ricardo Eletro se pronunciou: “A Ricardo Eletro informa que Ricardo Nunes e/ou familiares não fazem parte do seu quadro de acionistas e nem mesmo da administração da companhia desde 2019. A Ricardo Eletro pertence a um fundo de investimento em participação, que vem trabalhando para superar as crises financeiras que assolam a companhia desde 2017, sendo inclusive objeto de recuperação extrajudicial devidamente homologada perante a Justiça, em 2019.

Vale esclarecer ainda que a operação realizada na quarta-feira pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Receita Estadual e pela Polícia Civil, faz parte de processos anteriores a gestão atual da companhia e dizem respeito a supostos atos praticados por Ricardo Nunes e familiares, não tendo ligação com a companhia”. A defesa alega que ainda não teve acesso à decisão judicial que aprovou a operação.

Por João Pedro Barbosa – estagiário 

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