Litoral de Itapemirim
Outrora habitada por índios, foi colonizada por grandes fazendeiros.

Por séculos, cenário de revoltas e de conquistas, de sonhos e de delírios, de declínios e progresso, Itapemirim, “caminho de pedra pequena”, antes da criação de Cachoeiro de Itapemirim, abrangia todo o sul do Espírito Santo até a fronteira com Minas Gerais.

Outrora habitada por índios, foi colonizada por grandes fazendeiros. Com o decorrer dos anos, foi dominada por coronéis, onde reinaram, majestosamente, barões! Do passado, fotografias amareladas pelo tempo rememoram fatos históricos e narram memoráveis registros, como, entre outros, a recepção da Nobreza, onde a Família Real foi acolhida com honraria, tanto na Vila, quanto na Colônia de Rio Novo.

Prefeita de Itapemirim
Viviane da Rocha Peçanha é a atual prefeita interina da cidade.

Itapemirim é um celeiro histórico e há dois séculos vem encantando moradores e turistas do mundo inteiro por sua exuberante natureza. O próprio imperador do Brasil Monárquico, D. Pedro II, registrou em seu diário de viagem, as belezas e monumentos naturais da região. O monarca não só escreveu sobre Itapemirim, como desenhou os perfis das serras do Frade e a Freira, mencionou o Monte Aghá e a Ilha dos Franceses, além de visitar a Matriz Nossa Senhora do Amparo, em 1860.

Indiscutivelmente, Itapemirim é um município fascinante por seu relevo e diferentes características: planaltos e planícies; mar e montanhas; magníficas paisagens naturais; crepúsculos, nascente no oceano ou poente nas colinas; praias de águas cristalinas; Lagoa Guanandy e sua sedução e; fragmentos da mata atlântica e seu bioma, atraem visitantes de vários estados brasileiros e até de outros países.

Ilha Dos Franceses.
Itapemirim é um celeiro histórico e há dois séculos vem encantando moradores e turistas do mundo inteiro por sua exuberante natureza.

Seu passado de lutas e de glórias, bem como, toda a sua trajetória, desde a colonização aos dias atuais, estão sendo comemorados com festejos durante 2015, ano em que se celebra o bicentenário de emancipação política dessa terra outrora habitada por índios, cuja construção e desenvolvimento se devem ao trabalho escravo do negro africano e à imigração europeia.

Carrega consigo a missão de manter tradições. Um dos exemplos é a música dançada ou a dança musicada. Antes mesmo da vinda da comitiva do imperador D. Pedro II e da imperatriz, Teresa Cristina, Itapemirim vê perdurar uma rica cultura de origem africana – o jongo, este que sobrevive a percalços, sem se sucumbir à contemporaneidade.

E para homenagear Itapemirim, esse grande palco que por 200 anos, cotidianamente, reacende as luzes da ribalta para encenar tantos e belos espetáculos, a Administração Municipal estará realizando no próximo dia 27, diversas atividades culturais.

Por
José Geraldo

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