A situação do Guarapari Esporte Clube (GEC) continua em andamento na justiça. Desde o final da semana passada, a Alfa Construtora, dona do empreendimento, começou um processo de demolição conforme vocês puderam acompanhar aqui no portal27 (Reveja aqui)

estádio davino mattos - Bruno Zanchetta
Juiz determinou que fosse paralisada a demolição da arquibancada. Foto Bruno Zanchetta

Na noite de ontem, o Desembargador Robson Luiz Albanez, da quarta Câmara Civil de Vitória, determinou que fosse paralisada a demolição da arquibancada do Estádio Davino Matos, sede do Guarapari Esporte Clube (GEC). A Alfa Construtora, pretende construir quatro torres no local, que serão destinadas a um shopping center, um apart hotel com 235 suítes e outra para um edifício residencial. A previsão do início da construção é em 2016.

Vendas. O empresário Marcel Nogueira Lemos, de 50 anos, que alega ser dono do estádio, foi quem entrou com o pedido da medida cautelar. Segundo Marcel, ele comprou, junto com outra empresa o estádio, mas foi retirado do contrato em 2005, sem o seu consenso. Em 2012, o imóvel foi vendido para a Alfa Construtora.

Parte das arquibancadas foi demolida. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Parte das arquibancadas foi demolida. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Ontem, a justiça acatou o pedido e determinou que fosse suspensa a demolição da arquibancada do estádio. O desembargador ordenou que o imóvel não sofra mais nenhuma alteração, já que o Clube é alvo de processo na justiça e até que todo o caso, que define quem seria o dono do local seja julgado.

De acordo com a empresa Alfa, eles são os únicos donos do local, contrariando o que diz o empresário Marcel. De acordo com o advogado da construtora, Roberto Merçon, o estádio foi adquirido por eles em setembro de 2012, por R$ 20 milhões de reais.

O advogado do Guarapari Esporte Clube, Marco Antônio Gama, disse que Marcel nunca chegou a ser dono do estádio. Ele fez uma promessa de compra do local, mas nunca pagou nada para o clube. O valor a ser pago por Marcel era de R$ 250 mil reais, mas nunca chegou ao caixa do clube.

“Marcel deu um cheque que não tinha fundo nenhum. Por isso ele foi retirado do contrato, por meio de um aditivo”, disse o Advogado. Marcel respondeu sobre o caso dizendo, “só vou me pronunciar perante o juiz”. Os responsáveis pela empresa Alfa informaram que só irão se pronunciar, quando receberem a decisão. Na manhã de hoje (22) o oficial de justiça entregou a decisão do juiz aos responsáveis pela empresa e as obras de demolição já foram paralisadas.

Também com informações de A Tribuna.

Deixe seu comentário