A autorização que o prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PSDB), pediu a Câmara para pegar um empréstimo de R$ 45 milhões junto à Caixa Econômica, está em vias de ser aprovada. Fontes ouvidas pelo Portal 27 junto ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo, informam que o prefeito conta hoje com 10 votos.

12. Para a aprovação do empréstimo o prefeito precisa de 12 votos.  Com um bom trabalho nos bastidores, Edson que já tinha os 6 votos de sua base, conseguiu mais 4 votos e trabalha para conseguir os últimos dois votos para aprovar o projeto.

Prefeito conta hoje com 10 votos para aprovar o empréstimo.

Vai votar. Nossas fontes confirmam que um vereador já disse que se conseguirem 11 votos, ele será o 12º voto para a aprovação do empréstimo. Isso porque um dos seus adversários políticos, que tem a base de votos na mesma região dele, já está entre os 10 votos pela aprovação do empréstimo.

Contra. Definitivamente contra o empréstimo, pois já se manifestaram publicamente, estão os vereadores Dr. Rogério Zanon (PSB), Denizart Zazá (PSDB) e Oziel de Souza (PSC). Também já foram alertados por seus partidos para votar contra, os vereadores Fernanda Mazzelli (PSD) e Lennon Monjardim (Podemos). Mas eles ainda não vieram a público para se manifestar sobre seus votos.

Von. O vereador Thiago Paterlini (PMDB), também deve votar contra, pois ele é apoiador do deputado estadual Carlos Von (Avante), que já se manifestou contra o empréstimo e sabe que se o prefeito conseguir esse dinheiro, ficará um adversário ainda mais difícil para as eleições de 2020.

Reeleição. Os vereadores tratam o assunto com muito cuidado e evitam até comentar, porque sabem que está em jogo a reeleição da maioria deles. O prefeito afirma que esse empréstimo possibilitará obras em “programas e projetos de investimentos, com abrangência em drenagem, pavimentação de vias públicas rural e urbanas, projetos estruturantes de engenharia e arquitetura”, conforme diz o texto da lei.

Panorama.  Ou seja, com esse dinheiro o prefeito promete obras importantes nas comunidades dos vereadores, que poderão “carimbar” suas digitais nestas obras, se elas realmente se concretizarem, facilitando assim o projeto de reeleição de muitos deles. O panorama no momento é esse. Mas tudo pode mudar. Afinal, a política é um enigma, como diz o ditado: “A política é como a esfinge da fábula: devora todos que lhe não decifram os enigmas.” Antoine Rivarol

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