Anunciado em 2011 pelo ex-prefeito Edson Magalhães (PSD), como a solução da saúde de Guarapari e lançado oficialmente em 2015 pelo atual prefeito Orly Gomes (PDT), o Hospital e Maternidade Cidade Saúde pode demorar a se tornar realidade.

Informações apuradas pelo Portal 27, mostram que o prédio do antigo Hospital Meridional que seria construído no acampamento dos adventistas pela iniciativa privada e posteriormente foi comprado pela administração de Edson para se tornar um hospital público regional, não está adequado para atender as necessidades exigidas pela Secretaria Estadual da Saúde, pelo Ministério da Saúde, pois não está de acordo com os padrões exigidos pelos SUS.

As obras pouco evoluíram desde que começaram, há quase um ano. Foto: João Thomazelli/Portal27
Todo projeto para a construção do Hospital e Maternidade Cidade Saúde foi feito com base no projeto do Hospital Meridional, Foto: João Thomazelli/Portal27

PROJETO. O problema é que todo projeto para a construção do Hospital e Maternidade Cidade Saúde foi feito com base no projeto do Hospital Meridional, que era um hospital particular e não seguia os padrões estabelecidos para ser um hospital público.

Já na gestão de Orly, todo o projeto de construção do Hospital Cidade Saúde foi tocado através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, que era comandado por Sonia Meriguete. Foi ela que autorizou abertura da licitação para o início das obras.

Posteriormente a secretária saiu do governo para trabalhar com Edson na assembleia e quem assumiu o projeto do hospital foi Danilo Bastos. Ele finalizou a licitação e deu a ordem de serviço para início da construção do hospital Cidade Saúde.

Feita a licitação e com a empresa escolhida, o prefeito Orly Gomes deu ordem de serviço para início da construção do hospital, no dia 01 de Julho do ano passado,  em cerimônia que contou com a participação de diversas autoridades.  As obras começaram e foram gastos cerca de R$ 200 mil reais.

PAROU. Logo depois a empresa que estava fazendo a obra questionou alguns detalhes do projeto. A prefeitura acionou a secretaria de Estado da Saúde e descobriu que o projeto era inviável.  “O governo disse que se a prefeitura insistisse com esse projeto, o estado não assumiria e muito menos daria alvará de funcionamento do hospital Cidade Saúde”, afirma uma fonte da Secretaria Municipal de Saúde, ouvida pelo Portal 27.

ERROS. A Secretaria de Estado da Saúde apontou cerca de 34 erros graves no projeto. Os erros vão deste a falta de leitos específicos para crianças e adultos, banheiros, ausência de repouso médico e de enfermagem, ausência de farmácia satélite, setor de acesso aos funcionários, sala de classificação de risco para gestantes, entre outros itens que precisam ser revistos ou constar no projeto.

Hospital será mantido pelo governo.
Hospital será mantido pelo governo.

Agora, com o projeto parado a prefeitura corre contra o tempo para aprovar um novo projeto e continuar a obra. O problema é que a Caixa Econômica, que está financiando o hospital, tem prazo até o dia 30 de novembro deste ano para estar com toda a documentação aprovada. Este é o prazo de vigência do contrato. Caso a prefeitura não consiga um novo projeto, poderá perder os recursos. Até o dia 30 deste mês a prefeitura tem que entregar o novo projeto do hospital.

O portal 27 apurou que o custo do hospital, caso não houvesse problemas no projeto era de R$ 12.880.000,00 (doze milhões oitocentos e oitenta mil), parte de um convênio com o Ministério da Saúde, através da Caixa e R$ 5.197.724,11 (Cinco milhões e cento e noventa e sete mil). O total de investimentos para a construção do hospital era estimado em outubro de 2013 em R$ 18.077.243,11 (dezoito milhões). O custo estimado para a construção atual do hospital, estaria em mais de 19 milhões.

RESPOSTA. Procurada a prefeitura disse através de nota “que o projeto do hospital e a área onde será construído o hospital é da administração anterior. Em reunião com representantes da secretaria Estadual de Saúde (SESA), representantes da prefeitura foram informados que o projeto não é de hospital público e que seria necessário apresentar um novo projeto. A SESA apontou 34 erros graves no projeto e encaminhou sugestões para o novo projeto. Se a prefeitura insistir no projeto que a administração anterior deixou, o Governo do Estado e o SUS não vão liberar recursos. Com essas informações a procuradoria está avaliando o caso e a prefeitura já está providenciando um novo projeto”

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