Os candidatos organizaram protesto durante a realização da segunda etapa do processo seletivo dos guarda-vidas, realizado na manhã de hoje (26). Onde deveria ter acontecido o Teste de Aptidão Física (TAF), os concorrentes acabaram se negando a fazer a prova.

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O processo seletivo foi aberto no último dia 19, para a contratação de 50 salva-vidas, que terá validade de doze meses, contados a partir da data de assinatura do contrato de prestação de serviço. “Neste ponto, eles cumpriram o que prometeram. Pois no ano passado foi feito inicialmente um processo seletivo para dois meses, o que é um absurdo, e depois aumentaram para nove meses. E naquela mesma ocasião, foi combinado sobre o próximo contrato, ser de pelo menos um ano”, explica um candidato à vaga.

MANIFESTO3Vagas. Desta vez o problema está no quantitativo das vagas. Segundo os salva-vidas, o Corpo de Bombeiros do município instituiu uma minuta, através de estudos feitos nas praias da cidade. Nessa minuta, consta que é necessário à contratação de pelo menos 100 profissionais na baixa temporada, e para épocas de alta temporada, é imprescindível a presença de 120 salva-vidas, distribuídos em mais de 30 praias do município, fora os 28 efetivos.

Além do pequeno quantitativo, eles ainda explicam que dessas 50 vagas, 30 são para reservas. “Dessas 50 vagas, 30 são para reservas, ou seja, 20 profissionais estarão trabalhando diariamente e os outros 30 estarão em casa, esperando pela alta temporada para trabalhar”, explica um contratado que preferiu não se identificar.

O número de contratados já é pequeno, e mesmo trabalhando doze meses, não teremos direito a férias, nem tão pouco 13º. Eles indagam, “por que não podemos ser rejeitados a um concurso público, ao invés de um processo seletivo? Desse jeito que está, a prefeitura é capaz de desvalorizar uma coisa que já é desvalorizada. Temos aluguel, creche e contas à pagar, assim como os contratados. Não podemos ter a oportunidade de ser um contratado também?”, desabafa um candidato.

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“Afinal, o nosso serviço é como o da polícia. O que eles fazem em terra, nós fazemos na água. Buscamos proteger e não deixar que o algo de ruim aconteça com os banhistas, seja eles moradores ou turistas”. Fica a indignação de alguns candidatos à vaga de salva-vidas, que apenas pedem do município, mais valorização à profissão.

Em nota, a prefeitura respondeu que não é possível fazer concurso público. A Prefeitura dispõem de 28 guarda vidas concursados e realiza processo seletivo simplificado através de lei autorizativa, por período de 1 ano. O município, no momento, não está realizando concurso público.

Foram inscritos 134 candidatos para a contratação imediata de 50 profissionais. Todos os que realizarem o TAF e forem aprovados estarão aptos a serem convocados pelo município, caso haja necessidade de reforço.

Porque a minuta feita pelo corpo de Bombeiros não foi cumprida?

Não há minuta feita pelo Corpo de Bombeiros. O Corpo de Bombeiros possui convênio com o município para acompanhamento das atividades além da aplicação do TAF. 

Já no site da prefeitura municipal, foi publicado um COMUNICADO sobre a manifestação, onde será permitido aos candidatos uma nova chance de realizar o TAF.

COMUNICADO

 

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