Programação gratuita: Cinema Itinerante chega a Cachoeiro com oficinas de vídeo

O sinal toca e os estudantes entram na sala de aula. No lugar do quadro tradicional, deparam-se com um grande telão aceso, luzes apagadas e narrativas capazes de transformar profundamente a percepção sobre a realidade e o futuro. É com essa atmosfera envolvente que o Cine.Ema Itinerante vem percorrendo o Espírito Santo, convertendo escolas públicas em polos vivos de cultura e debates essenciais sobre meio ambiente, território e cidadania.

Integrante da programação oficial do 11º Cine.Ema – Festival Nacional de Cinema Ambiental do Espírito Santo, a iniciativa já passou com sucesso por Aracruz e Serra. Agora, chega a Cachoeiro de Itapemirim. Entre os dias 18 e 21 de maio, o Instituto Rochativa sedia uma oficina prática de vídeo voltada para jovens.

Meio Ambiente e Educação. A proposta ganha ainda mais relevância em uma época na qual a emergência climática deixou as páginas acadêmicas para impactar diretamente o cotidiano. Com o aumento de eventos climáticos extremos, pautar a educação ambiental nas salas de aula tornou-se uma urgência incontornável. O Cine.Ema aposta na sensibilidade e na linguagem do cinema como ferramentas pedagógicas dinâmicas para aproximar essas discussões do universo juvenil.

“Nós levamos a estrutura do cinema para dentro do ambiente escolar, integrando-a à rotina dos estudantes com obras que dialogam intimamente com suas realidades. Após a exibição, o tema ambiental deixa de ser um conceito abstrato nos livros e passa a ser compreendido como um fator determinante no dia a dia e no território desses jovens”, pontua Vinicius Silva, diretor-geral da Caju Produções.

Acesso à cultura. Além da conscientização ecológica, o festival desempenha um papel crucial na democratização do acesso à produção audiovisual brasileira. Os curtas-metragens selecionados trazem diversidade de linguagens, sotaques e estéticas nacionais, abrindo portas para uma cinematografia rica que raramente alcança as telas comerciais do interior. Paralelamente, o Cine.Ema estimula o protagonismo juvenil ao apresentar o cinema como meio de expressão artística e mercado de trabalho. Por meio das oficinas práticas, os alunos desenvolvem o olhar crítico, a criatividade e o senso de pertencimento, sendo ativamente incentivados a roteirizar e filmar suas próprias vivências.

Entre os dias 18 e 21 de maio, o Instituto Rochativa sedia uma oficina prática de vídeo voltada para jovens.

Sobre o Festival. Criado em 2015, o festival nasceu em Burarama, distrito de Cachoeiro de Itapemirim famoso pela Pedra da Ema — icônica formação rochosa cuja sombra projeta a silhueta de uma ema ao pôr do sol. Hoje, o Cine.Ema consolidou-se como uma das maiores referências em cinema ambiental no Espírito Santo. Ao longo de 11 edições, expandiu fronteiras regionais e alcançou projeção nacional por meio de suas mostras digitais, unindo de forma consistente cultura, sustentabilidade e inovação educativa. A grade de filmes reúne produções nacionais consagradas e animações premiadas, com destaque para curtas desenvolvidos por estudantes em oficinas anteriores de formação.

O Cine.Ema Itinerante conta com o patrocínio da TAG. A realização é assinada pela Caju Produções e pela Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo (Secult-ES), viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC).

Programação – Cachoeiro de Itapemirim

  • Oficina de Vídeo (Formação Prática)

    • Data: 18 a 21 de maio

    • Local: Instituto Rochativa

    • Endereço: Rua 25 de Março, nº 5, Edifício Jorge Miguel, 6º andar – Centro

  • Sessão de Cinema + Bate-papo

    • Data: 20 de maio

    • Local: EEEFM Wilson Resende

    • Endereço: Praça José Gava, S/N – Distrito de Burarama

Lista de Filmes Selecionados:

  • A Nave Que Nunca Pousa, de Ellen Morais (Híbrido, 15’, 10 anos, 2024, PB)
  • Ciranda Feiticeira, de Tiago Delácio e Lula Gonzaga (Animação, 8’, Livre, PE, 2023)
  • Lagrimar, de Paula Vanina (Animação, 13’58”, Livre, 2024, RN)
  • Nada, Nadador!, de Alunos do Projeto Animação – Instituto Marlin Azul (Animação, 15’, Livre, 2015, ES)
  • Nonna, de Maria Augusta V. Nunes (Animação, 10’31”, Livre, SC, 2021)
  • Odoyá, de Cristhyane Ribeiro e Victor Cayres (Animação, 14’35”, 10 anos, BA, 2022)
  • O T-Rex e a Pedra Lascada, de Luã Ériclis (Ficção, 16’27”, Livre, ES, 2023)
  • Plantae, de Guilherme Gehr (Animação, 10’23”, Livre, RJ, 2017)
  • Só Rezando…, de Alunos da Escola Municipal Dionisia Batista da Silva e Projeto Animação – Instituto Marlin Azul (Animação/Documentário, 14’30”, Livre, 2023, ES/RN)

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