A turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, está há mais de 60 horas presa em uma encosta íngreme do vulcão Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia. A jovem caiu durante uma trilha no último sábado (21) e, desde então, aguarda o resgate em uma área de difícil acesso, a cerca de 600 metros abaixo da trilha principal.
Segundo informações de autoridades locais e da imprensa internacional, Juliana fazia parte de um grupo de turistas que subia o vulcão com o acompanhamento de um guia. Durante a caminhada, ela teria pedido uma pausa para descanso e, ao ser deixada sozinha por alguns minutos, despencou por uma fenda estreita na encosta do vulcão, desaparecendo de vista.

Dificuldades com o resgate
Equipes de resgate indonésias trabalham desde sábado na tentativa de alcançar a jovem. O local onde Juliana está exige descida vertical por cordas em terreno extremamente acidentado e instável. Drones conseguiram localizar a brasileira ainda no fim de semana, e uma operação complexa de salvamento foi iniciada.
Até o momento, os socorristas conseguiram descer cerca de 300 metros, mas grandes saliências rochosas têm impedido o avanço. Apesar das dificuldades, a vítima permanece consciente e já recebeu suprimentos básicos – água, alimentos e roupas térmicas – enviados por cabos.
“As condições do terreno são muito perigosas. Temos que ancorar as cordas manualmente em pontos fixos e seguros, o que leva tempo. Mas a equipe segue determinada a resgatá-la com vida”, afirmou em nota um porta-voz do Parque Nacional Rinjani.
Família cobra explicações
A família de Juliana, que mora em Niterói (RJ), acompanha a situação com angústia e tem feito apelos nas redes sociais por mais agilidade no resgate. Eles também questionam a conduta da empresa responsável pelo passeio, acusando o guia de tê-la deixado sozinha em um ponto da trilha.
“Ela foi abandonada. Isso não pode acontecer com nenhum turista. Agora lutamos contra o tempo e contra a natureza para trazê-la de volta”, afirmou um primo da jovem, em vídeo publicado no Instagram.
O Itamaraty informou que acompanha o caso por meio da embaixada brasileira em Jacarta, que está em contato direto com as autoridades locais e com a família da turista.
Próximos passos
Uma nova equipe de alpinistas profissionais foi deslocada ao local nesta segunda-feira (23) com equipamentos especializados. A previsão é que tentem um novo acesso pela lateral norte do vulcão, onde o terreno seria menos vertical. No entanto, as condições meteorológicas – com neblina densa e possibilidade de chuvas – seguem desafiando a operação.
Mount Rinjani é o segundo vulcão mais alto da Indonésia e atrai milhares de turistas todos os anos. Apesar de ser considerado seguro, o percurso até o cume exige preparo físico e acompanhamento profissional rigoroso.
O resgate segue sem previsão de conclusão. Juliana continua consciente, mas o tempo e o frio extremo da montanha colocam sua saúde em risco.











