Após ficar dois dias sob escolta da Polícia Militar, no Hospital São Lucas em Vitória, o cigano Alex Colato de 26 anos, foi liberado e seguiu direto para a 5ª Delegacia Regional em Guarapari. Era ele que dirigia o carro em que o próprio pai morreu, em uma colisão com um ônibus na última terça-feira.
Segundo a Polícia Militar de Trânsito, o acidente aconteceu por volta das 21h, na Rodovia do Sol, em Santa Mônica, e envolveu quatro ciganos que estavam em um carro de passeio, voltando de uma festa de casamento. Ao invadirem a contramão da pista, eles acabaram atingindo um ônibus que vinha no sentido contrário.

Em depoimento ao delegado João Henrique Westphal, Alex culpou o motorista do transporte coletivo de ter provocado o acidente e a morte do o pai, Oscar Blado. João disse que o condutor não sabia da morte de Oscar e só foi avisado, após prestar os esclarecimentos à autoridade. “Ele responsabilizou o fato, ao motorista do ônibus. Segundo ele, chovia muito no momento do acidente e ao sair da Rua Minas Gerais, já avistou o coletivo que estava indo sentido Setiba ao Centro da cidade. O veículo desviou de outro carro estacionado na pista e depois foi para cima dele. Ele disse que ainda tentou desviar, mas não conseguiu”, revelou o delegado.

Sobre o carro em que ele dirigia que estava com restrição de furto e roubo, um pálio preto, Alex contou ao delegado que o pai havia comprado o veículo de um primo em São Paulo e que ainda não havia pago o valor total do automóvel. “Alex disse que faltou ainda pagar um valor de R$ 3 mil reais. Eles não pagaram e o tal primo resolveu fazer um boletim de ocorrência”, finalizou João.
O caso ainda será investigado pela Delegacia de Infrações Penais e Outras (DIPO). O titular Thyago Mello, disse que foi aberto um inquérito policial, a fim de averiguar o acidente e saber se houve ou não culpa de Alex. Se constatar, ele responderá por homicídio doloso – quando não há intenção de matar –, dirigir sem permissão e ainda se comprovado, receptação do veículo.
Alex foi liberado e até o momento vai responder o processo em liberdade. Até o final desta edição, o corpo do pai dele ainda não tinha sido liberado. A reportagem não encontrou a empresa de ônibus para comentar sobre o caso.











