O feriado de Carnaval foi marcado por momentos de desespero e agressão para uma família carioca. Um delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro agrediu a esposa e um casal de idosos dentro de um condomínio em Nova Guarapari, em Guarapari. O servidor público fugiu do local e não foi mais visto. O caso aconteceu na tarde da última segunda-feira (08).

O caso da agressão foi registrado na 5ª Delegacia Regional de Guarapari. Foto: Vinícius Rangel/Portal 27
O caso da agressão foi registrado na 5ª Delegacia Regional de Guarapari. Foto: Vinícius Rangel/Portal 27

De acordo com o boletim de ocorrência do fato, por determinação do Ciodes, radiopatrulhas foram acionadas no final da tarde, para irem até o edifício onde o caso aconteceu. No local, os policiais militares foram informados de que o delegado, 40 anos, de Itaperuna, na região norte fluminense do Rio de Janeiro, durante uma confraternização com os familiares de sua esposa, de também 40 anos, teria se desentendido com todos que estavam na casa, após sua esposa pedir para que ele parasse de beber para almoçar com as pessoas do local.

O boletim ainda relata que depois do pedido da mulher, o servidor público a ofendeu com diversas palavras. Durante a confusão, o delegado ainda a atingiu com vários tapas no rosto. O tio da vítima, um idoso de 63 anos, e sua esposa, de 60, tentaram apartar a briga, quando também foram agredidos. O delegado fugiu do local e não foi mais visto.

Um juiz de plantão no fórum de Guarapari, solicitou o inquérito para saber o que consta nos autos do procedimento. Foto: Vinícius Rangel/Portal 27
Um juiz de plantão no Fórum de Guarapari solicitou o inquérito para saber o que consta nos autos do procedimento. Foto: Vinícius Rangel/Portal 27

A mulher agredida afirmou que iria representar criminalmente contra o marido e informou que também queria uma medida protetiva, em vista que ela temia pela integridade física dela e de seu filho. De acordo com o delegado plantonista da 5ª Delegacia Regional de Guarapari, Vinícius Landeira, o caso ficou registrado no plantão passado, mas informou que um juiz de plantão da vara criminal do município solicitou o procedimento para analisar o caso.

Piúma
Não é a primeira vez que o servidor se envolve em uma confusão e o caso vai parar na delegacia. De acordo com um boletim de ocorrência, no dia dois de julho de 2006, o delegado chegou a ir até a sede da Companhia da Polícia Militar de Piúma, no litoral sul do Espírito Santo, e solicitou a um PM para utilizar as dependências do local para necessidades fisiológicas.

O policial militar que estava no local informou ao delegado que o local era restrito aos militares, dando início a uma discussão verbal e consequentemente a agressões. A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Vila Velha e os envolvidos foram encaminhados ao Departamento Médico Legal (DML) em Vitória, onde fizeram exames de corpo e delito e foram liberados.

Apuração
Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que a Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) foi orientada pela Chefia de PC a contatar a delegacia em que o fato foi registrado para ter acesso às informações do caso.