Durante a semana passada circulou em redes sociais um boato de que a prefeitura havia encerrado o convênio com um cemitério particular de Guarapari  e estava sem lugar para sepultar mortos de famílias carentes.

A notícia deixou muita gente preocupada, pois é sabido pela maioria que os cemitérios públicos da cidade, como o São Tobias, no Coroado, e o São João Batista, no Centro, já não têm espaço para sepultamentos.

“Eu fiquei preocupada quando soube disso. Quando se perde um familiar já é tão difícil, imagina não ter onde enterrar o morto. Quem tem dinheiro para pagar, tudo bem, mas quem não tem vai fazer o quê?”, pergunta Amarilda Santana Bonfim, moradora do Bairro Santa Mônica.

Os cemitérios do Coroado e do Centro estão no limite da ocupação. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Os cemitérios do Coroado e do Centro estão no limite da ocupação. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Na manhã de hoje (09) a Prefeitura de Guarapari publicou no Diário Oficial do Espírito Santo um decreto para convocar familiares de titulares de “perpetuidade de sepulturas” dos cemitérios São Judas Tadeu e São Tobias.

A reportagem do Portal 27 entrou em contato com a prefeitura para esclarecer os fatos. De acordo com a prefeitura o contrato com o cemitério particular está em vigor e continua atendendo os serviços de sepultamento, sem prejuízos em caso de falecimento.

Decreto convoca familiares para apresentar comprovante de "perpetuidade". foto: João Thomazelli/Portal 27
Decreto convoca familiares para apresentar comprovante de “perpetuidade”. foto: João Thomazelli/Portal 27

Sobre o decreto publicado no Diário Oficial a prefeitura esclareceu que a convocação é para identificar possíveis espaços vagos nos dois cemitérios para atender os moradores de Guarapari.

“Para essa atualização, os proprietários deverão comparecer à Secretaria de Trabalho, Assistência e Cidadania (SETAC), munidos de documento pessoal e certidão de titularidade”.

E a prefeitura conclui: “Esta atualização é necessária para apurar se as famílias realmente têm os títulos de perpetuidade, que lhes dá direito de continuar enterrando seus entes queridos. Após esse mapeamento, saberemos a real necessidade da questão dos sepultamentos em Guarapari, para então tomar as providências necessárias”.

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