A Associação Recreativa dos Servidores Municipais de Guarapari corre o risco de perder um investimento de quase R$ 50 mil. Isso porque a prefeitura deixou de comparecer a uma audiência na Justiça e o terreno em que fica a sede da associação, construída com doações, pode ser perdido judicialmente.

E para piorar o caso, um campo de futebol do projeto Bom de Bola, construído pelo Governo do Estado por R$ 420 mil, também está na área.

Campo construído pelo Governo do Estado dentro da área que era da prefeitura. Obra custou R$ 420 mil. Foto: divulgação
Campo construído pelo Governo do Estado dentro da área que era da prefeitura. Obra custou R$ 420 mil. Foto: divulgação

O problema começou quando a prefeitura desapropriou uma área de seis alqueires de terra na região de Tartaruga. O problema é que no local vivia uma família que entrou com um pedido de usucapião da área, já que eles viviam ali há vários anos.

No começo deste mês, uma audiência na Vara da Fazenda Pública Estadual, Municipal, Registros Públicos e Meio Ambiente, foi marcada para resolver a disputa pela posse do terreno, mas a prefeitura não enviou nenhum representante legal (procurador) e o caso foi julgado à revelia (sem a presença da prefeitura) que perdeu o terreno.

Um bar para servir de área de laser pelos funcionários foi construído com doações. Foto: divulgação
Um bar para servir de área de laser pelos funcionários foi construído com doações. Foto: divulgação

Os representantes da associação procuraram a reportagem do Portal 27 e contaram o caso. Eles investiram cerca de R$ 50 mil em benfeitorias no local, como a construção de um bar e cobertura, além de mesas e cadeiras, além de terraplanagem e agora podem perder tudo. O campo que também foi construído dentro da área era usado pelos funcionários e moradores locais. Com a perda do terreno, não se sabe o que os novos donos vão fazer.

Reposta da prefeitura

Procuramos a prefeitura de Guarapari na última terça-feira (19) para explicar porque não enviou representantes para a audiência e o que seria feito para tentar reverter a situação, mas até o momento do fechamento desta reportagem, a prefeitura não enviou as informações pedidas. Enviou apenas uma nota dizendo o seguinte:

Até o fechamento do expediente não obtivemos retorno da Procuradoria Geral do Município”.

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