Uma das controladoras da Samarco, a australiana BHP Billiton, que detém 50% do capital da Joint Venture – os outros 50% são da brasileira Vale – já determinou o custo da crise com a tragédia de Mariana, apenas de seu lado, no valor de US$ 1 bilhão. Quem avaliou foram analistas do Deutsche Bank. Esse valor para a BHP seria a conta dos passivos de limpeza do meio ambiente, indenizações a parentes dos mortos e às pessoas atingidas pelo rompimento. Além de todo o prejuízo causado às cidades por onde os resíduos irão chegar.

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Distrito de Bento Rodrigues continua tomado pela lama, enquanto a mineradora está focada no atendimento às pessoas envolvidas no acidente. Foto: Internauta

À Revista Exame, a empresa disse que já enviou representantes da empresa ao Brasil, e segundo o porta-voz, se trata de uma pequena equipe de especialistas em saúde, segurança, meio ambiente e geotecnia que auxiliam no trabalho da Samarco. E, para Paul Young, analista do Deutsche Bank em Sydney, os custos dos trabalhos de limpeza e reconstrução da Samarco em Mariana podem ultrapassar US$ 1 bilhão e a mina local poderá ficar fechada até 2019.

O Deutsche Bank também avalia que a mineradora Samarco só terá condições de operar em 2019. As informações foram publicadas na edição do dia 09, do jornal britânico The Times. “Se eles fossem reiniciar, eles teriam que reconstruir uma barragem de rejeitos e eu acho que para fazer isso o licenciamento levaria mais de um ano”, diz o analista de investimentos do Deutsche Bank, Paul Young, à Bloomberg. “O prédio também levaria mais de um ano.” Ou seja, essa crise não irá acabar com rapidez. Irá durar anos.

E em nota, a Samarco disse apenas que está focada no atendimento às pessoas envolvidas no acidente nas barragens e os valores envolvidos não são a prioridade da empresa neste momento.