Uma simples foto que era compartilhada em um aplicativo de celular mostrando a situação de um flagra inusitado, trouxe para a fisioterapeuta Maria Aparecida de Castro Fernandes,“Cida”, 48 anos, grandes esperanças.
É que com 25 dias de nascida, Cida foi separada da irmã gêmea e nunca mais a viu. E observando a foto de uma mulher com a mesma fantasia que ela, com os mesmos traços dela, surgiu no coração da fisioterapeuta, expectativas do reencontro com a irmã.

“Há 48 anos eu procuro minha irmã gêmea. Gêmeos não tem esse negócio de ter gostos parecidos e sentir o que o outro sente? Quando vi a foto, meu coração disparou. Coincidência ou não, além da aparência física, a mulher vestida de Mulher Maravilha, me chamou atenção. Personagem que sou fã, também me vesti do mesmo jeito e gosto de cantar”, conta Cida.
As únicas informações que Cida têm é o nome da mãe biológica, Itamar da Silva Coelho e da irmã gêmea, Maria do Amparo. As duas recém nascidas estavam com a avó materna em um caminhão no posto de gasolina em Pedro Canário, em janeiro de 1970.

Senhor Antônio Alves Reis, 72, tinha 24 anos na época, e era motorista da mãe adotiva de Cida, dona Cacilda de Castro Fernandes, já falecida. Na época, Cacilda tinha 53 anos. O aposentado conta que eles tiveram que dormir no posto de gasolina devido às fortes chuvas, que deixaram as estradas interditadas. O caminhão onde as crianças estavam com a avó, chegou logo depois deles e também passaram a noite no local.
No dia seguinte, pela manhã, quando o caminhão se movimentou para sair, a avó desceu do veículo com Cida nas mãos, bateu no vidro e disse que estava doando a criança porque ela estava doente e com apenas 750 gramas.“Ela disse que estava dando porque eram gêmeas e ela (Cida) estava muito ruinzinha. Se ela falecesse, não teriam dinheiro para enterrar”, conta o ex-motorista de dona Cacilda.
Após acompanhamento médico diário, dona Cacilda conseguiu viabilizar a adoção da menina que foi registrada com o mesmo nome em que a avó informou. No mesmo ano, o motorista chegou a procurar os pais biológicos de Cida, mas nunca conseguiu localiza-los.

48 anos depois, Cida sonha em conhecer a irmã gêmea. Ela publicou nas redes sociais, a montagem que ela fez com a foto dela e da mulher que ela acredita ser a irmã dela. “Primeiro, quando eu olhei a foto, cheguei a me confundir. Ela é muito parecida comigo! Gostaria muito de reencontra-la, conhecer minhas próprias raízes”, completa Cida.
Quem tiver informações que ajudem a fisioterapeuta a localizar a irmã pode entrar em contato com ela através do seu perfil no Facebook, Cida Fernandes.











