Mais Verão 2018

Nesta segunda-feira (08) a Secretaria Municipal de Análise a Aprovação de Projetos realizou uma audiência pública para apresentar a sociedade o Estudo de Impacto de Vizinha (EIV) do Mex Steak Beer, localizado na avenida Beira Mar, na Praia do Morro. 

Segundo o EIV, o Mex é um empreendimento de médio risco e não causa impactos no entorno. Foto: Rafaela Patrício

Segundo o EIV, a casa tem 150 metros de extensão que compreende as avenidas Beira Mar, Oceânica, Paris e Praiana, e as ruas Nice e Atenas. Mesmo com todo esse tamanho o estudo mostrou que ela não atrapalha o fluxo do trânsito, é de médio risco e não causa impactos que prejudiquem o entorno.

Ainda de acordo com o EIV, o empreendimento com capacidade para até 1892 pessoas funciona todos os dias das 13h à meia noite e o ruído provocado pela música ao vivo é de 64 decibéis, sendo que o permitido são 65 decibéis.

Barulho. Apesar de estar dentro do limite permitido de ruído, a síndica do edifício Zuleika’s Parks, que fica ao lado do Mex, Ana Regina Marochio Cipriani afirmou que o barulho tem incomodado os moradores. “Tem duas semanas que nós não dormimos. A maioria ali é idoso, que esperaram o ano inteiro para vir, mas não suportaram e foram embora”, desabafou Regina.

A síndica do edifício Zuleika’s Parks, que fica ao lado do Mex, Ana Regina Marochio Cipriani reclamou do barulho. Foto: Rafaela Patrício

Que continuou. “O barulho é até duas, três da manhã e seis horas começa a bateção de garrafas. A gente trabalha o dia inteiro e chega à noite para dormir não consegue. Porque tem que ser em cima da saúde dos moradores? Não concordo. Façam o acústico logo e enquanto não fizerem isso, impeçam”, pediu a síndica.

Ela também questionou a distância que o lounge fica do muro do prédio. “Essa obra que está encostada no muro foi respeitada o direito de vizinhança? Tem muita gente conversando e parece que está dentro dos apartamentos. A partir das 21h da noite não consigo ter ar, mais porque tenho que trancar tudo para poder dormir”.

Outra moradora do Zuleika’s Parks, Simone Caliman elogiou a beleza e o público do empreendimento, mas também reclamou do barulho. “A única coisa que os condôminos do meu prédio querem é isolamento acústico. É pedir demais para uma casa de show?”, questionou a moradora.



A secretária de Aprovação de Projetos, Milena Ferraz, explicou que a realização da audiência pública após a liberação do alvará provisório está dentro da lei. Foto: Rafaela Patrício/portal27

Segurança. Já os moradores dos outros prédios vizinhos disseram não se sentirem incomodados pelo som da casa, fizeram elogios ao espaço e lembraram que com o empreendimento na região, os jovens não precisam se deslocar até a Enseada Azul para se divertir. Uma das pessoas que se colocou a favor do Mex foi Marina de Faria. “Sou síndica do meu prédio e ninguém reclamou do barulho. Muito pelo contrário, deu vida para aquela rua e pararam os assaltos. É um lugar de muito bom gosto e não incomoda a ninguém”.

Turismo de qualidade. Para a presidente da Associação de Moradores da Praia do Morro, Fátima Fonseca o Mex trouxe um saldo positivo para o bairro. “Acho que tem que fazer a acústica e que esses detalhes sejam apaziguados para que a gente não perca esse espaço. A gente paga um IPTU muito caro e não pode fazer nada. Então vamos nos organizar para que tudo fique bem para todos”.

Alvará. A secretária de Aprovação de Projetos, Milena Ferraz, explicou que o alvará provisório concedido ao empreendimento antes da realização da audiência pública está previsto em lei e que ele foi concedido pela Secretaria Municipal da Fazenda. “A gente tem apenas a avaliação do EIV. O empreendimento já foi aprovado, licenciado e está funcionando. Aqui só houve questionamento de barulho e entendemos ser uma questão a ser resolvida com a Secretaria de Meio Ambiente, que vai cobrar do empreendedor as medidas necessárias para que ele consiga acatar os decibéis permitidos”.

O proprietário do empreendimento, Marcelo Secchin Meira, relatou se comprometeu em resolver o problema do barulho em até 30 dias. Foto: Rafaela Patrício/portal27

Ela esclareceu que o empresário pode ser punido até com a suspensão do alvará caso não respeite a lei que regulamenta a questão do barulho, mas que mesmo que a comunidade do entorno fosse unanime ao se colar contra a casa, isso não faria com que ela fosse retirada do local.

“O empreendimento atendendo toda a legislação, a comunidade não tem esse poder. Quem decide é o município. A audiência pública é para apresentar o EIV e para ouvir a comunidade. Tenho certeza, que o empreendedor vai sair daqui com algumas formulações do que as pessoas estão dizendo, porque se for a intenção dele ter uma boa relação com a vizinhança vai tentar acatar isso e é lógico que a Secretaria de Meio Ambiente vai fiscalizar a questão do barulho”.

O proprietário do empreendimento, Marcelo Secchin Meira, relatou que se comprometeu em resolver o problema do barulho. “Já estamos com o processo na Secretaria de Meio Ambiente e com três orçamentos para poder tentar resolver todo o problema com a vizinhança. Quando a gente montou isso aqui queríamos trazer turismo de qualidade para Guarapari. Então estamos em processo e com o prazo de 30 dias e nesse período será resolvido o problema de acústica. Outra questão que me reclamaram foi o manuseio dos vasilhames durante a madrugada e tiramos esse manuseio antes das 9h para poder realmente atender”.

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4 COMENTÁRIOS

  1. O cara passa o ano todo sem botar os pés na cidade aí vem na alta temporada pra reclamar de movimento, de barulho, de geração de emprego e renda para a cidade? Vai morar nas montanhas da cidade, lá além de lindo é tranquilo. A cidade vive de turismo acorda.

  2. quando se faz alguma coisa de qualidade na cidade as pessoas de FORA querem acabar com a diversão dos moradores … quem tem razão os moradores ou quem vem passar ferias ???

  3. Engraçado é que esta escrito.. esperam o ano todo para virem kkk eles vem na epoca de maior movimento na cidade e querem reclamar do que ? Deviam vir na invernada…. oh epoca silenciosa…
    Ahhj me poupem ne! Discutido deveria ser os problemas municipais e nao um empreendimento que gerou empregos na nossa cidade e agregou valor a orla!
    Parabéns ao proprietário pelo belissimo trabalho… inclusive fui la e o local é nota 1000000000!

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