O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta nesta quarta-feira (17) após ser internado no dia anterior em um hospital de Brasília devido a um mal-estar com soluços e vômitos. Bolsonaro, condenado na semana passada a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados ao golpe de Estado, foi imediatamente levado de volta à sua residência, onde cumpre prisão domiciliar preventiva desde agosto.

Problemas de saúde e diagnóstico
O cirurgião Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento médico de Bolsonaro, explicou que a internação foi motivada por uma crise súbita de soluços, vômitos, queda de pressão arterial, taquicardia e tontura, caracterizando um quadro de “pré-síncope”. O ex-presidente apresentou melhora significativa após receber hidratação intravenosa e medicação, que também ajudaram a estabilizar sua função renal.
Além disso, Bolsonaro passou por biópsias no domingo (13), quando retirou oito lesões suspeitas de pele. O resultado revelou que duas das lesões eram carcinomas de células escamosas “in situ”, um tipo de câncer de pele intermediário. No entanto, segundo o médico, a remoção das lesões já é considerada curativa, e não há necessidade de tratamento adicional, apenas monitoramento regular.
“As lesões retiradas estavam localizadas no tórax e em um dos braços de Bolsonaro. A retirada dessas lesões é considerada a cura, e ele não precisará de outros tratamentos neste momento”, afirmou Birolini.
Questões de saúde e regime domiciliar
Bolsonaro, que já enfrentou complicações relacionadas a um atentado a faca em 2018, deve usar os problemas de saúde, incluindo os episódios de soluços e os efeitos do atentado, para solicitar que sua pena, originalmente prevista para ser cumprida em regime fechado, continue sendo cumprida em prisão domiciliar.
De acordo com aliados próximos, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se preocupa com a saúde do marido caso ele seja transferido para um presídio. Ela teme que, em um ambiente carcerário, ele não consiga manter a disciplina necessária para seguir os horários das medicações que auxiliam sua digestão e saúde intestinal. Atualmente, Bolsonaro recebe apoio de Michelle e outros familiares para o acompanhamento de seu tratamento.
Boletim médico
O boletim médico que autorizou a alta de Bolsonaro detalhou que ele foi admitido no Hospital DF Star no dia 16 de setembro com sintomas de vômitos, tontura, queda de pressão arterial e pré-síncope. O tratamento intravenoso e medicamentos ajudaram na sua recuperação. O relatório também informou que o ex-presidente permanece em acompanhamento médico devido às lesões de pele, com reavaliação periódica prevista.











