Casal de namorados que viaja pelo país a bordo de uma Kombi está em Guarapari

A expressão “do Oiapoque  ao Chuí”, já foi tema de música, livro e até nome de dupla sertaneja.  Os municípios que estão localizados em dois extremos do país, Oiapoque, no Amapá, e Chuí, no Rio Grande do Sul, sempre são citados como referência da longa extensão do território brasileiro.

Mas para o casal de namorados Paulo Roberto Pavanelli Cavalcanti, de 34 anos,  e Karina Mariano Cassemiro, de 29 anos, eles significam uma grande aventura a dois. Há três meses eles seguem viajando a bordo de uma Kombi do Chuí em direção ao Oiapoque, pelo litoral do Brasil, e agora estão em Guarapari.

Há quatro meses o casal de administradores largou tudo para viajar de kombi pelo litoral brasileiro. Foto Arquivo Pessoal

Com 3 anos e meio de namoro, os dois são formados em administração de empresas, trabalhavam no departamento de compras de  duas multinacionais e  dividiam uma casa, mas decidiram largar tudo para viver esse sonho. Paulo contou que nutria o desejo de pegar a estrada viajando pelo país antes de conhecer a Karina e que quando começaram a namorar compartilhou a ideia com ela. Os dois decidiram colocar a ideia em prática usando uma Kombi, que foi batizada de  Maria Filomena.

Os dois saíram de São Paulo no dia 16 de outubro e seguiram para o Chuí, onde o projeto “Do Chuí a Oiapoque” começou oficialmente. Eles vão seguir por todo litoral brasileiro e voltar pela região central do país até São Paulo. Os dois já passaram pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e na quarta-feira (10) chegaram ao Espírito Santo.  

Karina revelou que está gostando da a viagem e esperava passar por muito mais dificuldades. “A gente nunca tinha acampado. A primeira vez já foi na viagem então achei que o perrengue seria maior. A gente tem encontrado campings com estruturas muito bacanas. É claro que não é a mesma coisa de viver em uma casa. A gente não tem ar condicionado, por exemplo. Então às vezes faz bastante calor durante a noite e durante o dia, mas acordar em uma praia e poder curtir praia todos os dias acaba compensando qualquer perrengue que a gente possa passar”.

Karina pretende trazer os amigos para passar férias em Guarapari. Foto Arquivo Pessoal

No litoral capixaba eles já conheceram a praia de Boa Vista, em Marataízes e em Guarapari estão parados na praia de Peracanga, onde permanecem até a próxima segunda-feira (15). Depois seguem por Vitória,  Vila Velha e finalizam a passagem pelo Estado em Itaúnas, que foi incluída na cidade depois de ouvirem falar muito bem do forró de lá.

A jovem contou que está encantada com as belezas de Guarapari e que já avisou os amigos de São Paulo para incluir a cidade em na próxima  viagem de férias que farão juntos. “Chegamos no Espírito Santo sem muita pretensão. Mas saíndo de Marataízes, pela estradas mesmo, começamos a avistrar umas praias surreais. Então saímos da estrada para conhecer Paraty, Ubu e Meaípe, que são praias que não estavam no nosso projeto e a gente incluiu porque são sensacionais. A gente está amando Guarapari e é um dos lugares que a gente olha e dá vontade de ficar mais um tempo. Estamos na praia de Peracanga e acabamos de ver uma tartaruga e isso é algo que não estamos acostumados. É demais”.

Segundo Paulo, inicialmente a viagem teria 7 meses. Porém, como eles acabaram ficando mais tempo do que o planejado em alguns lugares, o peródo foi prorrogado para dez meses. Para fazer a viagem os dois calcularam gastar R$ 42.000 com hospedagem e alimentação e contam com um patrocínio para a gasolina e a pintura da Kombi.  Além disso, eles ainda fazem um trabalho de divulgação por onde passam. “A gente troca hospedagem por divulgação ou por imagens aéreas, mas  isso é mais para conseguirmos reduzir o custo diário e prolongarmos mais a viagem”, explica Paulo.  

O casal vai viajar por dez meses pelo litoral e já faz planos para uma viagem internacional. Foto Arquivo Pessoal

O administrador de empresas revelou ainda que já faz planos para uma nova viagem, só que dessa vez para o exterior. “A América Latina pode ser uma opção para a gente fazer posteriormente. A partir do momento em que a gente chegar em casa e tiver condições de continuar a viagem vamos seguir com o roteiro pela America do Sul. Costumo dizer que fomos picados pelo bichinho da estrada e não imaginávamos que seria tão legal. A partir  do momento em que você está na estrada é difícil você voltar para o seu dia a dia normal. O diferencial são as pessoas e as amizades que temos feito durante a viagem e o que nos dá mais disposição para continuarmos viajando”.

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