Os moradores do edifício Sea Porte, na Praia do Riacho, estão ainda mais preocupados com as águas do mar, que cada vez mais se aproximam. Dessa vez elas chegaram até o portão do edifício. Na tarde desta segunda-feira (26), a Defesa Civil Estadual, junto com a Municipal, estiveram no local e acompanharam a Secretaria de Obras, que coloca mais caminhões de pedras para tentar conter o avanço do mar.

Na tarde desta segunda-feira (26) mais pedras foram colocadas no local para tentar conter o avanço do mar.

De acordo com o síndico, James Graupner, esta noite a erosão aumentou quase um metro e meio, desde a última aferição. “Estamos passando por uma ressaca com ondas que eu nunca vi, enormes! E hoje também começa o vento sul. A erosão já avançou 1,40 metros desde a última vez que foi medida há duas semanas, e hoje a água chegou até o portão do prédio, em tempo de inundar a garagem”, diz.

James afirma que  hoje, mesmo que não haja a interdição por parte da Defesa Civil, vai abandonar o edifício. “Hoje eu vou sair daqui, e como síndico, vou orientar que os últimos 3 apartamentos que restam ocupados, também vão embora por questão de segurança. Só que nem todos têm outro lugar para ir. Terão de ficar na casa de parentes ou em apartamentos alugados”, conta.

James fala que a erosão aumentou quase um metro e meios em duas semanas.

Na última visita do Prefeito ao local, há duas semanas, ele afirmou aos moradores que as obras deveriam ter início em 8 dias. Mas até o momento, ela ainda não foi iniciada. “Ele esteve aqui e me prometeu que a obra teria início em 8 dias, e até agora nada. Ele garantiu ainda que ela seria categorizada pelo município como emergencial, que não precisaria nem transmites de licitação que acabam atrasando a obra. Mas hoje me foi informado que acabaram de lançar o edital para abrir licitação”, fala James.

De acordo com o síndico, James Graupner, esta noite a erosão aumentou quase um metro e meio, desde a última aferição.

Que comenta ainda. “Essa obra não foi feita, e não será feita tão cedo. Vão fazer essas ações paliativas, e o paliativo vai virar permanente. Vão enrolar até que acabe o mandato”, desabafa.

Procurada, a prefeitura negou que o mar atingiu o portão do prédio e afirmou que não foi preciso interditá-lo. “A Defesa Civil não realizou interdição do imóvel. De acordo com o monitoramento realizado nos últimos dias, a ação da erosão aumentou a destruição da via, porém, o mar não atingiu o portão do prédio, apenas a encosta do serviço paliativo realizado. 

A Secretaria de Obras iniciou nesta segunda-feira (26) novos trabalhos de contenção na orla e o local continua sendo monitorado pelos técnicos da Semop e da  monitoramento  até a conclusão do processo licitatório para construção do muro de arrimo. A licitação está marcada para a próxima segunda-feira. A Defesa Civil segue acompanhando a situação de perto”, diz a nota da administração municipal.