O delegado Luiz Carlos Claret Pascoal, 38, que liderou as investigações sobre um suposto pedido de propina de quatro vereadores de Guarapari (reveja aqui), inclusive pedindo a prisão deles, vai disputar as eleições para a Câmara Municipal. Na noite de ontem (6), ele se filiou ao Partido Republicano da Ordem Social (PROS) e é pré-candidato ao cargo de vereador.

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Na noite de ontem (6), ele se filiou ao Partido Republicano da Ordem Social (PROS).

De acordo com o presidente municipal do PROS, vereador Jorge Figueiredo, a entrada do delegado foi tranquila. “Ele é mais que bem-vindo ao nosso partido. Trata-se de uma pessoa correta. Ele nos perguntou sobre o partido e dissemos que as portas estavam abertas para ele”, disse.

Ainda de acordo com Jorge, o partido já tem 24 pré-candidatos ao cargo de vereador. “A entrada dele é muito importante para nós. Estamos com um partido bem montado e em breve vamos nos reunir com nossos filiados e com nosso deputado, para discutir as eleições”, explicou.

Ouvido por nossa equipe, o delegado Luiz Carlos Claret Pascoal confirmou a filiação e disse que está à disposição do partido. “Se apreciarem meu nome e acharem que eu tenho chances, estou à disposição. Sabemos que para a população brasileira um dos maiores problemas é a corrupção. É preciso levantar essa bandeira de luta contra a corrupção”, afirmou ele, explicando ainda que a sua entrada no PROS – ele estava filiado ao PSB – é devido a ser policial civil, assim como Jorge Figueiredo.

Juntos. Perguntado como seria trabalhar com os vereadores que ele investigou, caso fosse eleito, ele disse que não há problemas. “Seria tranquilo. Para aprovarmos projetos é preciso dos votos de todos. E eu votaria com consciência no que for melhor para a cidade”, explicou.

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“Ele é mais que bem-vindo ao nosso partido. ” diz Jorge.

Transferido. O delegado afirmou ainda que apenas desempenhou o seu papel de policial. “Sem ressentimentos, sem mágoas. Não compete a mim julgá-los. Eu apenas fiz o meu trabalho a partir de uma denúncia que chegou até a delegacia”, disse.

Em meio à polêmica das investigações, o delegado foi transferido para Marataízes e depois para Marechal Floriano, onde está atualmente. Sobre a investigação – que está em segredo de Justiça – ele disse apenas que “desde a época em que fui transferido, não tenho procurado acompanhar de perto o caso. Mas torço para que dê resultado e que os culpados, caso existam, sejam punidos”, declarou.

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