Um caminhoneiro catarinense teve a carga roubada enquanto fazia entrega de embalagens, no valor de R$ 50 mil, no Espírito Santo. O caminhoneiro de 50 anos levaria os descartáveis plásticos a uma sorveteria, na cidade de Vila Velha. Em Guarapari, um empresário foi preso por comprar a carga roubada.

O caminhoneiro de 50 anos levaria os descartáveis plásticos a uma sorveteria, na cidade de Vila Velha.

O motorista Mariano Proença contou que dois criminosos esperavam um pouco antes do destino, vestindo o uniforme da sorveteria. Os “funcionários-falsos” estavam com um caminhão, e disseram ao motorista que a carga deveria ser transferida para o mesmo, para transportar a outro endereço do comércio.

“Só eu e o chapa (ajudante do caminhão) sabíamos que estaríamos chegando na sorveteria em Vila Velha às 7h da manhã. Tinham dois indivíduos com o uniforme da sorveteria nos esperando. Eles nos informaram que a carga seria passada para outro caminhão, para que a mercadoria fosse para outro endereço da sorveteria, em Fundão. Achei tudo bem, e passei as 120 caixas para o caminhão dele”, afirmou o caminhoneiro. “Enquanto eu estava amarrando o restante da carga, eles assinaram o canhoto e foram embora. Não peguei documento e nem placa de caminhão, e só depois percebi que cai no golpe”.

Polícia Civil. O próprio caminhoneiro achou o caminhão que fez o transporte e contatou a Polícia Civil em Vila Velha. Toda a carga foi localizada em Guarapari.

Em um primeiro momento, a mercadoria roubada foi posta em um galpão, na BR 101. Logo depois, a carga foi transportada por outros caminhoneiros até uma casa abandonada, no bairro Village do Sol.

Guarapari. Os investigadores da Delegacia Especializada de Investigação Criminal (Deic) de Guarapari, que prosseguiram com o caso, informaram que o objetivo da operação é localizar quatro indivíduos: o ajudante de caminhão, que esteve a frente do furto; os dois criminosos que vestiam o falso uniforme da sorveteria de Vila Velha; e o comprador da carga, em Guarapari.

“Não existe fiança aqui.” Um dono de sorveteria, de Guarapari, foi preso por ter comprado a carga de embalagens furtada. De acordo com o delegado Guilherme Eugênio, titular da Deic, o empresário responderá por receptação qualificada, agravada por prática em exercício de atividade empresarial. “[O empresário] receptou bens destinados ao estabelecimento no qual atua e, por isso, vai responder de forma mais agravada que outros receptadores. Não existe fiança aqui”, afirmou o delegado.

O nome do empresário não é revelado, pois o mesmo não foi julgado pelo crime. Por lei, o nome só pode ser divulgado após ser condenado pela justiça.

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