Após o acidente que causou a morte de Maria da Paz Ferreira de Melo de 48 anos, nesse último Domingo (23), o travesti que foi a testemunha chave da noite do acidente, contou detalhes  do acidente que matou enfermeira em Guarapari. Relembre o caso

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Maria da Paz Ferreira de Melo de 48 anos, morreu no acidente.Foto reprodução TV Guarapari.

Ele seguiu dentro da viatura do batalhão de trânsito para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Lá a nossa equipe de reportagem conversou com ele, que afirmou ser essa a terceira vez em que ele e Thiago Crespo realizavam programas sexuais. “Eu conheço ele já faz um tempo,  nós já saímos várias vezes juntos, essa já é a terceira. Mas não sou a única que ele já saiu, ele faz isso direto”, afirma M.A

Veja um vídeo com imagens exclusivas do médico dentro da UPA.

O pagamento do programa foi feito na frente de policiais.
O pagamento do programa foi feito na frente de policiais.

Foi errado o que ele fez”

O travesti de 35 anos parecia indignado com toda a situação, mas não se esquecia de cobrar o dinheiro do programa ao médico.“Eu fui atrás dele e comentei com os policiais que a gente estava fazendo programa. Cheguei lá, o  vi na ambulância e fui pedir o meu dinheiro, ele pedia toda hora para eu não contar para a mulher dele o que tinha acontecido entre nós”, explica. No DPJ, M.A foi ouvido pelo Delegado de Plantão e liberado.

M.A também disse que realizou o programa e não podia passar a noite sem receber o dinheiro. Ela foi cobrar a namorada do médico. “Eu falei para ele que eu não iria sair daqui sem receber o meu dinheiro. Ele chamou a mulher dele, disse que era um dinheiro que ele ia me dar para pagar um táxi. Fui lá e pedi a mulher dele o 50,00 que ele me devia. Ela pagou e eu voltei para a viatura, linda e maravilhosa”. Disse o travesti.

Questionado pela reportagem do Portal 27 sobre a atitude do cliente na noite, ele disse que estava do lado da família da vítima, que Thiago não podia fazer o que ele fez.“Foi errado o que ele fez. Thiago não podia ter feito isso, beber e dirigir, nossa, que loucura. Eu tenho amor pela a minha vida. Enquanto eu praticava sexo oral nele e ele estava fazendo Zig e Zag na pista, eu levantei e pedi para ele parar. Falei: “Thiago, para, você não está bem”, e ele retrucou dizendo que estava ótimo”, comenta.

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“Quando vi Thiago naquela situação, fiquei morrendo de medo, eu pedi logo para ele parar o carro que eu iria descer”

Perguntado se  também tinha usado drogas dentro do carro, o travesti disse que não, afirmando e que estava com muito medo de ver Thiago no estado que se encontrava. “Eu nunca usei nada de drogas. Quando vi Thiago naquela situação, fiquei morrendo de medo, eu pedi logo para ele parar o carro que eu iria descer. O programa já tinha acabado e eu queria receber o meu dinheiro e ir embora. Ele parou o carro, eu desci e ele seguiu para trocar a nota de 100,00 em um bar. Eu disse que ele podia ir lá que eu ficaria esperando ele voltar. Foi quando dei as costas e ouvi a batida, logo sai correndo para ver como ele estava”. Desabafa o rapaz.

Veja o vídeo exclusivo do travesti falando sobre o médico de dentro da viatura.

O advogado do médico nega uso de drogas e encontro com travesti

A equipe do portal27 tentou falar durante todo o dia de hoje com o médico, mas o telefone só deu caixa postal.  Procuramos o advogado do médico, Tarcísio Ribeiro, que em conversa por telefone com nossa reportagem, nos informou que Thiago desconhece completamente o Travesti, que se manifestou nas entrevistas e prestou depoimento aos policiais. De acordo com o advogado, após a batida dos carros, o médico teria tido lapsos de memória e não se recorda de nada do acidente.

Tarcísio nega o uso de drogas denunciado pelo travesti, e afirma que Thiago bebeu somente duas latinhas de cerveja no almoço. “Ele estava em Santa Mônica com os pais dele e tomou duas latas de cerveja. O Thiago nunca usou drogas”, disse.

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Carro do médico ficou danificado do lado direito. Foto reprodução TV Guarapari.

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Ainda de acordo com ele, não existiu programa ou mesmo pagamento por atos sexuais. “O Thiago me disse que nunca viu essa pessoa. Desconhecemos também qualquer pagamento a esse travesti. Tem coisa errada neste depoimento”, disse.

O advogado informa que o médico foi a Vitória para fazer o exame de alcoolemia, mas não conseguiu. “Ele foi logo cedo, mas existiu um problema de greve na capital e não tinha como fazer o exame”, explica o advogado dizendo que seu cliente em momento nenhum fugirá de suas responsabilidades. “Ele não fez o bafômetro por que não tinha condições. Ele não se lembra de nada do momento do acidente”, disse.

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O Celta foi o que teve os maiores danos, levando Maria a morte. Foto reprodução TV Guarapari.

O advogado disse que também tentou falar com seu cliente hoje, mas não conseguiu. “Provavelmente amanhã teremos um contato e poderemos dar mais esclarecimentos”, disse.

Colaborou Wilcler Carvalho Lopes

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