Na cidade onde José de Anchieta viveu os últimos anos de sua vida, a expectativa é que a devoção ao novo santo cresça ainda mais. Em Anchieta, além da Igreja de Nossa Senhora da Assunção, que teve a construção iniciada pelo jesuíta, e da cela onde ele descansava, o Santuário do beato José de Anchieta guarda parte da tíbia do padre e um museu com documentos relacionados à devoção a ele.

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O padre jesuíta Vanildo Pereira, conta que a notícia foi recebida com muita alegria.

O vigário da Paróquia Nossa Senhora da Assunção, o padre jesuíta Vanildo Pereira, conta que a notícia foi recebida com muita alegria e que a partir dela novos atos de devoção já surgiram. “Iniciamos uma peregrinação com a imagem do beato por todas as comunidades da paróquia até o dia da festa, que é em 9 de junho, um dia em que celebramos sempre fervorosamente”, diz.

Padre Vanildo também acredita que a canonização deve trazer vários fiéis de volta para a Igreja, especialmente na região. “Anchieta continua sendo um grande evangelizador. Quem se aproxima da história dele tem esse encantamento. Temos, sem dúvida, a tarefa de trabalhar melhor essa dimensão da vida de Anchieta”, avalia o padre.

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Igreja de Nossa Senhora da Assunção teve a construção iniciada pelo padre jesuíta.

Missas

As celebrações em homenagem ao beato Anchieta já acontecem no Santuário todo dia 9 de cada mês, pelo menos desde 1980, quando ele foi beatificado. No local, cilindros transparentes guardam centenas de pedidos de oração e agradecimentos ao beato por pedidos atendidos.

“A devoção vem justamente por causa desse aspecto da história. Nós cultuamos a memória e o exemplo do padre que foi um grande missionário e uma peça-chave da presença jesuíta no Brasil”, destaca.

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o Santuário do beato José de Anchieta guarda parte da tíbia do padre e um museu com documentos relacionados à devoção a ele.

O padre conta que é comum fiéis testemunharem graças durante essas missas. Ele afirma que na última celebração, um turista do Rio de Janeiro veio agradecer pela cura de sua mãe de uma doença grave. “É importante que as pessoas saibam que não é o beato que dá a graça, mas sim Deus. Ele é um intercessor”, conta.

No museu do beato Anchieta também é possível ver diversos agradecimentos e documentos pedindo sua santificação. O livro de visitas mostra que recentemente passaram por lá turistas da Bahia, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, de Mato Grosso e de São Paulo. O local é aberto a visitação todos os dias, das 8h às 17h.

 

Por: Elton Lyrio Morati

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