Um jovem de 21 anos, passou por momentos de susto e sufoco, ontem (28), na Praia de Setiba em Guarapari. Frederico Correa Barros estava surfando, quando notou que o seu carro não estava mais na praia e se desesperou. Quando chegou até a areia, foi informado que um assaltante havia levado suas coisas e seu veículo. Tudo aconteceu em menos de 1 minuto.

Frederico vem sempre a praia para surfar e nunca tinha sido alvo de assalto
Frederico vem sempre a praia para surfar e nunca tinha sido alvo de assalto

O que era para ser uma manhã de lazer entre amigos, acabou se tornando um dia inteiro de problemas para Frederico. Ele conta que estacionou o carro, um Eco Sport 2005, com placa de Vitória, onde fica os outros veículos e saiu com o seus pertences. “Saí do carro com minha prancha, minha mochila e um guarda-sol. Coloquei o guarda-sol na areia próximo a um grupo de amigos que estavam ali, e junto a ele deixei a mochila, com a chave do carro e meu celular no interior”. Disse Fred.

carro roubadoO rapaz contou que minutos após os amigos deles terem ido embora, o incidente ocorreu. Foi em questão de segundos que o assaltante levou o carro dele com todos os seus pertences. Quem estava na Praia tentou avisar Frederico, mas ele não escutou. “Por volta das 11:15 testemunhas que estavam tanto na areia quanto dentro da água surfando flagraram a ação do bandido, que furtou minha mochila da areia e saiu correndo em direção ao carro. As pessoas que testemunharam começaram a gritar da água para avisar, porém eu não escutei. Em menos de 1 minuto eu percebi que meu carro não estava mais ali, e sai imediatamente da água desesperado. Cheguei no guarda-sol e reparei que minha mochila não estava lá, nem o carro, e então comecei a falar com as pessoas que estavam por perto se alguém viu quem roubou, e eles disseram ter visto um homem realizando o furto”.

Quando saiu da praia, ele encontrou outras testemunhas que disseram ter visto dois indivíduos muito suspeitos com telefones celulares passando informações para um terceiro, enquanto analisavam os carros estacionados. Estes estavam por perto ainda, e a pé. O estudante de Educação Física, que é de Vitória, teve que acionar a sua família, para ir até o local resgatá-lo. No decorrer da tarde ele conseguiu registrar o fato na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos.

Revoltado com a situação, Frederico disse que três pessoas ligaram para o 190, informando sobre o furto, a Polícia Militar só chegou após 40 minutos. Ele acha que houve descaso da parte deles. “A polícia demorou cerca de 40 minutos para chegar no local, após 3 pessoas diferentes ligarem para o Ciodes. Chegaram ao local , pegaram informações e em menos de 5 minutos saíram em busca dos bandidos”.

O será investigado pela Delegacia Patrimonial de Guarapari
O será investigado pela Delegacia Patrimonial de Guarapari

A onda de assaltos à comércios da região norte do município, tem assustado os comerciantes que já foram alvos diversas vezes de assaltos. Essa insegurança tem virado rotina e deixa os trabalhadores reféns desses criminosos. Segundo eles, foram 12 assaltos em 45 dias.

“Sugerimos ao s policiais que sejam feitas mais abordagens … Fato esse que há tempos não acontece.. Acho que assim, minimizaria esses assaltos, pois os bandidos ficariam com receio de serem abordados .. Já pensei, inúmeras vezes, em desistir do meu “negócio”, pois além do impacto financeiro, o emocional fica extremamente abalado.. Todo mundo que chega penso ser um assaltante.. Vivo o dia inteiro com medo e assustado”. Desabafou o dono de uma farmácia assaltada três vezes.

Por meio de nota, a assessoria da Polícia Civil disse que o caso será investigado pela Delegacia Patrimonial de Guarapari, sob a responsabilidade do delegado David Gomes. Já o comandante do 10º Batalhão, tenente coronel Marin, informou que a Polícia Militar realiza ajustes no policiamento baseado nas sugestões dos moradores e lojistas, por isso é importante que a comunidade participe das reuniões com a PM. Atualmente, existem 1.100 alunos-soldados no estágio operacional e após a formatura eles serão distribuídos para todo o Estado, principalmente para Guarapari. O coronel lembra que as vítimas devem sempre registrar os casos na delegacia, para que a Polícia Civil possa investigar e identificar os criminosos.

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