A Câmara de Vereadores de Piúma, vetou o projeto em que o prefeito Ricardo Costa pedia autorização para pegar um empréstimo de R$ 35 milhões com o objetivo de dar início a reurbanização da orla da cidade, que sofre há anos com o processo de erosão.

O projeto estava suspenso para discussão, mas no decorrer da sessão da quarta-feira passada (21), os vereadores decidiram votar o projeto no mesmo dia, em sessão extraordinária que aconteceu logo após a sessão ordinária. 

O projeto se tratava do convênio entre a Prefeitura de Piúma e a Caixa Econômica Federal. Durante a Audiência Pública que aconteceu na noite de terça-feira (20), o prefeito Ricardo Costa explicou sobre o projeto.

Prefeito Ricardo Costa pedia autorização para pegar um empréstimo de R$ 35 milhões com o objetivo de dar início a reurbanização da orla da cidade,

“É um projeto já confeccionado em 2015 pela antiga gestão. O projeto foi orçado em R$ 27 milhões na época, e com as correções atualizadas, pode chegar a R$ 33 milhões, devido ao estrago que só aumenta. Há anos esperamos verbas dos governos federal ou estadual, esperamos por emendas de deputados, mas como não chega, resolvemos optar pela nova linha de financiamento da Caixa Econômica”, esclareceu o prefeito.

Mas, durante a votação entre os onze vereadores, o projeto foi rejeitado. Para ser aprovado o projeto necessitava de oitos votos a favor. Os vereadores Pretinho de Piúma, Eliezer Dias, Bernadete Calenzani, Joel Rosa e Tobias Scherrer rejeitaram a iniciativa. Votaram sim os vereadores Geovane Bidim, Dr. Gustavo Meireles, Negão da Colônia, Jorge e Jonas Miranda e Léo Scherrer.

vereador Joel Rosa, secretário da mesa diretora

O vereador Joel Rosa, secretário da mesa diretora, foi um dos parlamentares que votou contra. “A dívida herdada pode prejudicar o município. A obra é necessária, mas precisamos da ajuda dos governos. Não dá para arriscar na obra e deixar de ter educação, saúde e segurança. Se trata de um empréstimo de R$ 35 milhões que vai virar uma dívida de mais de R$ 70 milhões com os juros. Não teremos como arcar com essa dívida futuramente”, declarou Rosa.

A vereadora presidente Bernadete Calenzani, disse que não precisa gastar R$ 35 milhões para fazer uma orla. “R$ 35 milhões é inviável. Temos que arrumar a casa sim. Mas é preciso começar aos poucos”, completou. Já o vereador Gustavo Meyrellis, que foi a favor do projeto, afirma que respeita a opinião dos colegas, mas disse acreditar no planejamento administrativo.

“Eu ouvi a Caixa Econômica e o prefeito. Se trata de uma obra de investimento para o município, não uma obra para o prefeito. É um empréstimo para a cidade, o futuro do município. E em dois anos, o prefeito que estará lá, fará seu planejamento financeiro de acordo com as contas a pagar”, declarou.

E o vereador Negão da Colônia enfatizou que sem a aprovação da maioria, a orla ficará dessa maneira por muitos anos. “O banco não seria irresponsável de fazer um empréstimo para um município que não pudesse pagar. Depois de aprovado na Câmara, a Secretaria de Tesouro Nacional (STN) ainda avaliaria a situação financeira do município”, completou.

 

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