Seis pinguins-de-magalhães foram encontrados encalhados em praias do Espírito Santo durante o fim de semana. De acordo com o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (IPRAM), três das aves não resistiram e morreram. Os outros três foram resgatados com vida e estão em tratamento no centro de reabilitação da instituição.

Ao todo, o IPRAM recebeu 11 acionamentos relacionados a pinguins entre sábado (12) e domingo (13). Cinco dos casos envolviam apenas carcaças. Os outros seis animais estavam vivos no momento do resgate.
A espécie pinguim-de-magalhães é nativa das regiões da Patagônia e da Argentina. Durante o inverno no hemisfério sul, é comum que migrem em busca de águas mais quentes, chegando até o litoral brasileiro. Embora seja um fenômeno raro, há registros de pinguins que já alcançaram o litoral da Bahia em anos anteriores.
Apesar dessa migração, segundo o presidente do IPRAM, Luis Felipe Mayorga, a presença dos animais nas praias não é considerada natural. O encalhe costuma ocorrer quando as aves estão debilitadas, muitas vezes por falta de alimento ou exaustão durante a viagem.
Os pinguins encontrados neste fim de semana foram localizados em diferentes cidades capixabas. Quatro deles apareceram na região de Regência/Comboios, em Linhares; dois em Anchieta; e os demais foram registrados em Vila Velha, Serra, Guarapari, Itapemirim e Marataízes.
O IPRAM orienta que, ao encontrar pinguins nas praias, a população entre em contato com as equipes de resgate. Para moradores de Serra, Fundão, Aracruz e Conceição da Barra, o telefone é (27) 99970-2576. Nos demais municípios, o atendimento é feito pelo número 0800 991 4800.










