Nesta quarta-feira (30) o vereador Marcus Grijó entrou com uma ação na Justiça Federal, em Vitória, pedindo a suspensão da cobrança do pedágio na BR 101. O parlamentar explicou que decidiu entrar na justiça porque a concessionária ECO 101, responsável pela manutenção da BR101, tem afirmado que não está em condições de realizar a duplicação da rodovia.

“Ela ganhou uma concessão do Governo Federal onde a base principal do projeto é a duplicação da BR 101. Ela cobra pedágio há três, quatros anos, sem a duplicação e agora diz que não tem arrecadado o suficiente. É um absurdo isso. Uma concessionária que ganha uma concessão para realizar um serviço e diz que não vai fazer. Daqui a pouco ela vai pedir dinheiro para o Governo Federal ainda, que é o que eles costumam fazer”.

“É um absurdo isso. Uma concessionária que ganha uma concessão para realizar um serviço e diz que não vai fazer.”, Disse Grijó

“Se ela não vai duplicar, que se pare de pagar e se revisse esse contrato de concessão ou que ela seja cassada. Se o governo não toma nenhuma medida, a justiça tem que tomar”, afirmou o vereador.  

Grijó disse ainda que a empresa está realizando a duplicação de outra rodovia em Minas Gerais e questionou a falta de recursos justificada pela empresa. “O engraçado é que a BR 262, em Belo Horizonte, eles estão duplicando. A BR 101 é a que tem o maior volume de cargas. A BR mais movimentada do Brasil é a 101 e mesmo assim estão dizendo que não arrecadam o suficiente para duplicar? Cabe a gente provocar a justiça com uma ação popular porque ela tem que se manifestar”.

O Portal 27 procurou a ECO 101 para saber se ela já tem conhecimento da ação e qual o seu posicionamento e foi informado que:

“A Eco101 informa que não foi notificada oficialmente, portanto não tem conhecimento da ação. A ECO 101 reitera que cumpre suas obrigações contratuais. Quanto a proposta de repactuação contratual apresentada a ANTT a concessionária esclarece que o contrato foi severamente atingido pela imprevisível e grave crise econômica nacional. Fora isto, fatores como demora na liberação de licenças ambientais e judicialização de desapropriações afetaram igualmente o contrato. Por esses motivos a proposta de repactuação apresentada à Agência Nacional de Transporte Terrestres busca exatamente alternativas para a viabilização dos serviços necessários na BR 101.”

Comments are closed.