156 alunos que pagaram mais de R$ 1000 reais para fazer um curso de supletivo em Guarapari e obter o diploma do Ensino Médio em menos de um ano, ainda não receberam o certificado após quase dois anos de espera. A situação revoltou alguns alunos, que foram até o edifício onde funciona o escritório da empresa na tarde de hoje (23) e até a polícia foi chamada.

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Muitos alunos ficaram na porta do edifício esperando uma solução ser apresentada pela empresa. Foto: Roberta Bourguignon

Uma das alunas que pagou R$ 900,00 à vista para fazer o ensino médio completo há mais de um ano e meio, precisa do diploma para concluir o curso técnico em logística pode perder o título de técnico. “Eu fiz o supletivo para terminar o 1º 2º 3º ano do ensino médio. Estudei por três meses para fazer a prova e eles prometeram entregar o diploma em até seis meses. Já tem mais de um ano e meio que estou esperando, e até agora nada. Eles não dão posição nenhuma e só dizem que está chegando e nunca chega”, conta a aluna Cora Bauru, que ainda completa que poderá perder o curso técnico que fez, pela falta do diploma. “Estou terminando o curso técnico e eles me deram uma declaração dizendo que, se eu não entregar o histórico do Ensino Médio, meu curso vai por água abaixo”.

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Panfleto de divulgação do curso.

Curso. O curso Supletivo Solução oferece diploma do Ensino Médio estudando em casa. Segundo os alunos, é preciso pagar, pegar o material para estudar em casa e depois fazer apenas uma prova. “Depois de estudar em casa com materiais que eles dão, temos até três meses pra fazer essa prova. É uma prova só para todos os anos. Eles não divulgam a nota, apenas dizem que estamos aprovados e pedem para aguardar o diploma”, explica uma das alunas.

Segundo o responsável pelo cursinho, eles apenas preparam o aluno e os enviam pra escola, e a prova é entre o aluno e a escola, sendo esta, uma escola particular que trabalha com ensino a distância.

O supletivo que funciona na sala 103 do Edifício Pathernon existe a mais de 15 anos e já teve mais de 9 mil alunos, segundo o proprietário, que afirma ser a primeira vez que a situação acontece. “É a primeira vez que isso acontece, porque de a escola que emitia os certificados fechou e foi preciso trocar de escola. Por causa do final de ano, ainda não foi possível organizar todos os documentos. A outra escola está cumprindo os prazos para documentação ainda na Secretaria de Educação. Tem 156 alunos na mesma situação”, explica o proprietário da empresa Flávio Barbosa.

Flávio
Proprietário da empresa diz que vai resolver tudo.

Flávio afirma que está buscando solucionar o problema, mas é preciso mais tempo. “Estou tentando solucionar os problemas. Já coloquei dinheiro do meu bolso para não prejudicar o aluno, mas está difícil resolver. Agora a gente precisa de um tempo pra poder resolver com calma”, esclarece.

E ainda segundo ele, caso os alunos não consigam esse documento, o dinheiro será devolvido para que ninguém saia prejudicado, garantiu Flávio.

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