Uma droga até então desconhecida da Polícia Civil do Espírito Santo trouxe sérias consequências para jovens, levando um rapaz a óbito após sua comercialização em um rave que ocorreu no último dia 12, em Guarapari, no local conhecido como Praia Doce.

A mescalina é um alucinogéno forte extraído do cacto Peyote (Lophophora Williamsii), encontrado no México. A droga se apresenta sob a forma de um pó branco, consumido por via oral ou injetado. A substância vendida na rave estava, segundo informações da polícia, misturada com ecstasy, o que potencializou o efeito.

Cacto originário do México utilizado para produção da droga

Ao todo, três jovens foram internados e dois receberam alta, entretanto, um deles faleceu no início da tarde da última segunda-feira (21). O engenheiro mecânico Filippe Siqueira estava internado em estado grave desde o dia 13 e a informação de sua morte foi confirmada pelo delegado Diego Bermond, do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc), que investiga o caso.

Filippe Siqueira – Imagem: reprodução rede social

De acordo com delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda, é a primeira vez que esse tipo de droga é comercializado no estado. “É uma droga que ainda estamos conhecendo, uma droga que não estava sendo utilizada no estado do Espírito Santo. Ela está sendo estudada em nossos laboratórios, mas a princípio nós sabemos que é uma droga chamada ‘mescalina’, associada ao ecstasy, ao MDMA. É uma droga altamente alucinógena, extraída de um cacto no México, e está associada também a um estimulante do ecstasy. Então essa combinação é fatal, é uma combinação altamente destrutiva”, informou o delegado.

A Polícia Civil afirmou que a festa não tinha sua autorização para acontecer. A Ecologic, empresa responsável, entretanto, divulgou uma nota informando que tinha toda a documentação correta, alvará emitido pela Prefeitura Municipal de Guarapari e alvará do Corpo de Bombeiros, bem como as taxas pagas para que a festa ocorresse.

A Ecologic lamentou a morte do jovem e esclareceu que tomou todas as providências necessárias, contando com posto médico hospitalar e ambulância no local. Ainda de acordo com a empresa organizadora da rave, os três jovens em estado grave foram prontamente atendidos e removidos pela ambulância. A empresa se colocou à disposição da polícia para possíveis esclarecimentos.

A Polícia Civil segue em busca das pessoas que comercializaram as drogas na rave e vai intimar todas as partes envolvidas, inclusive os organizadores do evento para serem ouvidos na delegacia.

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