Uma onda de assaltos ao redor do Centro de Desenvolvimento Técnico (CEDTEC) vem preocupando os alunos. Nesta terça-feira (29), uma aluna que prefere não ser identificada, sofreu uma tentativa de assalto no caminho da escola.

Por voltas das 19h30, a mulher caminhava na rua Josias Ceruti, na Praia do Morro, em direção a escola quando percebeu que estava sendo seguida por um homem de bicicleta. Assustada, ela pediu ajuda em comércio próximo para conseguir chegar até o CEDTEC em segurança. “Eu vinha do trabalho, na minha bolsa tinha dinheiro, computador, celular. Se eu tivesse realmente sido assaltada, o prejuízo teria sido grande”, ressalta a aluna.

Alunos ficam com medo dos assaltantes.

Ela, mesmo estudando há alguns metros da delegacia, não se sente mais segura para ir andando até a escola sozinha. “É vergonhoso estarmos tão perto da delegacia, e eu precisar pedir ajuda de um desconhecido para conseguir chegar segura no CEDTEC. E isso porque não se passava das 19h30. No horário da saída a situação piora”, lamenta a aluna.

Um aluno da instituição, de 23 anos, que não quis se identificar, também se sente inseguro nas proximidades da escola. Ele, que faz o uso do transporte público para estudar, usa uma tática para não ser assaltado à noite. “Eu espero, o quanto for preciso, para dar o maior número de pessoas, para irmos juntos até o ponto de ônibus, essa foi a solução que eu encontrei para não ser assaltado”, conta.

Segundo ele, nesta semana, três pessoas foram assaltadas na saída do curso. O rapaz reclama da falta de policiamento no local. “a gente quase não vê polícia por aqui. Já estamos até nos organizando para fazer um abaixo assinado para entregar na escola, pedindo que eles contratem segurança particular para ficar na porta do CEDTEC”, afirma.

De acordo com o aluno, só nesta semana, três pessoas foram assaltadas no lugar.

O Portal 27 procurou o CEDTEC  e, por telefone, um funcionário informou que já pediu ao 10º Batalhão de Polícia Militar que intensifique o policiamento nos horários de entrada e saída dos alunos na escola. E falou ainda, que reforçaria esse pedido novamente.

A Polícia Civil, responsável pela delegacia, disse que o policiamento ostensivo não é uma atribuição deles. E pede para que todos os assaltos sejam registrados, para que possam ser investigados.

O Comandante do 10º Batalhão, Tenente Coronel Pessanha afirmou que “A Polícia Militar se compromete a analisar o pedido, mas não há uma estatística de muitos assaltos na região. Então a gente solicita que, caso venham ocorrendo essas questões, as pessoas registrem porque sem o registro a gente não tem como atuar. Se uma outra região está mais sensível, a gente orienta o policiamento para ela. Sabemos que não temos condições de estarmos em todos os locais, mas nos desdobramos conforme nossas condições. Isso faz com que a gente trabalhe de forma inteligente, utilizando nossos recursos conforme os dados estatísticos se apresentam”.

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