Os alunos da escola Dr. Silva Melo saíram da sala de aula para protestar. Cansados de estudar no imóvel que é alugado e segundo eles está em péssimas condições, os estudantes realizaram uma passeata pelas ruas da cidade, pedindo o término das obras do Polivalente, como é chamado o colégio, para que eles possam estudar na escola reformada ainda este ano.

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Os alunos pedem a conclusão das obras da escola Polivalente. Foto: Roberta Bourguignon/Portal27

A manifestação foi organizada pelo grêmio estudantil da escola, que mobilizou os alunos para o movimento. “Primeiramente nós procuramos organizar a manifestação procurando os alunos, porque este movimento é um movimento dos alunos e o principal foco é justamente a ida para nova escola”, explica a estudante Luiza de Oliveira, que faz parte do grêmio estudantil.

Enquanto as obras não ficam prontas, os estudantes precisam frequentar as aulas em um prédio alugado pelo estado. “O atual prédio alugado, está em péssimas condições de estudo e não tem condição da gente estudar, e muito menos dos funcionários trabalharem naquela escola”, esclarece a aluna.

A obra tinham prazo para terminar em 660 dias, mas está parada. Foto: João Thomazelli/Portal 27
A obra da escola está parada. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Inicialmente a obra estava prevista para ser concluída em 660 dias, mas quem passa pelo local observa que não há trabalhadores no local. Veja na matéria – Obras do Polivalente estão longe de terminar.

Para o diretor do sindicato dos professores da Educação Pública do ES (Sindiupes), a manifestação dos alunos é de extrema importância e se faz necessária, já que as obras estão paradas há anos por causa das irresponsabilidades do governo. “A obra do Polivalente é uma verdadeira epopeia, já que é uma sequência de irresponsabilidades em relação à licitação. O processo licitatório no atual contexto político é ruim e demora. Atualmente a obra está abandonada, e o pior, é que os alunos e funcionários da educação desenvolvem o trabalho em um espaço improvisado, deteriorado, e que não oferece as condições de trabalho para o ensino, e o imóvel vai totalmente contra o que a lei determina”, explica Adriano Albertino.

Projeto do governo para reduzir gastos. Além de pedir a nova escola, os alunos reclamam do projeto que o governo deseja implantar. Segundo a estudante Luiza, o Projeto Escola Viva almeja colocar mais alunos em uma sala, para reduzir o número de professores e assim reduzir os gatos na educação. “O governo está querendo juntar as turmas através do Projeto Escola Viva, e a gente não quer juntar essas turmas, porque as salas já não estão comportando os 20, 25 alunos, e passar isso pra 30 e até 40 alunos, vai complicar ainda mais os nossos estudos”.

manifestação
Alunos reunidos na praça para sair pelas ruas pedindo a nova escola. Foto: Roberta Bourguigon.

O diretor do sindicato esclarece que a associação também condena a iniciativa, já que o dinheiro que se usa na educação não é gasto, e sim, investimento. “Nós condenamos essa iniciativa, porque os alunos de diferentes turmas estão sendo reunidos em uma única turma, e isso está aumentando muito o número de alunos por sala e reduzindo o número de professores e carga horária. A gente sabe que o governo tem o objetivo de reduzir gastos, mas nos entendemos que o dinheiro que se usa na educação não é gasto, é investimento”.

Alunos com boa formação Cidadã. Além de apoiar o movimento, Adriano ainda ressalta sobre o orgulho como professor, em ver alunos reivindicar de forma pacífica aquilo que é o melhor para a sociedade. “Nós apoiamos este movimento e parabenizamos estes estudantes e nos sentirmos orgulhosos como profissionais da educação de saber que esse encontro organizado pelos nossos estudantes é que eles estão tendo uma boa formação cidadã sabendo se organizar para reivindicar de forma pacífica aquilo que é o melhor para a sociedade que é a busca pela educação pública de qualidade média escolar que atenda às necessidades dos alunos e dos professores também.

Manifestação. Os alunos se encontraram na praça Philomeno Pereira Ribeiro, em Muquiçaba por volta das 7hs e depois caminharam pelas ruas da cidade de forma pacífica até a escola. No caminho, eles exibiram cartazes, pedindo a nova escola, e com apitos, chamavam a atenção da população. A Polícia Militar acompanhou toda a movimentação.

Resposta. Entramos em contato com a Secretaria Estadual de Educação, pedindo explicações sobre o término da obra, mas atá fechamento desta matéria não recebemos nenhuma resposta.

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