A partir de amanhã, quem tiver que embarcar ou desembarcar em ônibus com destinos a outros estados, terá que ficar do lado de fora da rodoviária.

Hoje foi o último dia que os passageiros dos ônibus interestaduais embarcaram e desembarcaram na parte interna do terminal rodoviário de Guarapari. A partir desta terça(27), apenas os funcionários das empresas de ônibus poderão permanecer no imóvel.

“Quem for comprar passagem para outros estados deve falar com o segurança e ele permitirá a entrada, mas não vai poder permanecer no local. Os embarques serão realizados do lado de fora, em frente da rodoviária”, explicou Lucas Nicchio, proprietário da Construtora Telavive, administradora do Rodoshopping.

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Último dia em que os passageiros embarcaram na parte interna da rodoviária.

Lucas disse ainda que o acesso ao pátio e às plataformas de embarque e desembarque ficarão fechadas a partir desta terça-feira. Esta foi a opção que eles encontraram para não deixar as os passageiros sem opções, antes que a situação do empreendimento seja definido. “Neste primeiro momento ficaremos fechados e vamos esperar até semana que vem para saber quem será o próximo prefeito da cidade. Depois vamos conversar com ele e tentar achar uma solução para o impasse”, finalizou Nicchio.

População. Para as entidade essa decisão pode afetar até o turismo da cidade. “Mais uma vez a cidade de Guarapari sai perdendo. Tudo que começa errado, acaba errado. Alguém vai ter que pagar a conta. Nossa principal fonte de renda é o turismo. Grande parte dos nossos turistas chegam de ônibus. Esse pessoal vai desembarcar onde?”, questiona o presidente da Associação de Moradores do Centro, Themistocles Neto.

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Fim da rodoviária pode atrapalhar o turismo, declara entidades.

“Nós também vemos essa decisão como uma triste realidade. Perder a rodoviária vai atrapalhar nosso turismo em Guarapari. A Praia do Morro como cartão postal da cidade será prejudicada. Muitos dos nossos turistas chegam na rodoviária. Um terminal descente era um pedido antigo dos moradores e turistas. Espero que o município se manifeste com urgência sobre a situação”, declara Fátima Fonseca, presidente da Associação de Moradores da Praia do Morro.

Movimento Urbano. Um dos integrantes do movimento urbano acredita que a rodoviária precisa continuar funcionando. “A rodoviária não deveria fechar, já que se trata de um serviço público. O terminal rodoviário da cidade é uma concessão da prefeitura aos construtores. De acordo com o contrato, se empresários decidirem abandonar o empreendimento, a prefeitura precisa assumir a responsabilidade e continuar oferecendo o serviço ou dar um outro destino para a construção. E por fim, a empresa vai recorrer na justiça os direitos dela”, comenta o servidor público Sebastião Campos.

Prefeitura. Por meio de nota, a prefeitura lamentou a situação e informou que ainda não foi comunicada oficialmente da decisão, mas ressalta que trabalha dentro do respeito ao dinheiro público e lamenta que o contrato assinado em 2011 esteja causando problemas aos empresários.

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