A professora Denise Fabiani Keng Queiroz, morta durante a troca de tiros que aconteceu em um ônibus intermunicipal que seguia para Guarapari no final da tarde de ontem, dava aula em Guarapari pela manhã e, durante a tarde, trabalhava em uma escola de Vila Velha.

Morador do bairro Santa Mônica, em Guarapari, o marido da vítima, o professor Valter Bezerra, 63, estava esperando por ela no ponto de ônibus em Setiba, como fazia todos os dias, quando recebeu a notícia.

O marido da vítima, o professor Valter Bezerra, 63, estava esperando por ela no ponto de ônibus em Setiba

“Eu já estava lá no ponto em Setiba esperando ela, quando a minha sobrinha que já estava no ônibus com ela, ligou desesperada falando que a Denise havia levado um tiro debaixo do braço. Eu vi que o negócio era feio. Sou professor de educação física e fui monitor de anatomia durante quatro anos na faculdade e conheço um pouco sobre. Um tiro embaixo do braço seria difícil”, lamentou o professor.

E completou. “Vim desesperado pedindo a Deus que fizesse o melhor por ela e Ele deve ter feito, levando mais uma estrela para o lado Dele. Uma coisa que a gente não espera e não deseja para o pior inimigo, mas infelizmente estamos sujeitos a essas coisas, e temos que nos preparar para isso”, disse o marido.

Denise havia levou um tiro debaixo do braço.

Valter conta que estava ansioso para ver a esposa, pois tinha ótimas notícias para contar à Denise, mas o momento não aconteceu. “Eu estava muito feliz. Já estava a esperando no ponto porque queria contar uma notícia para ela, mas Deus quis assim”, disse em prantos.

Para o marido, o que aconteceu é o que não se espera e não deseja para o pior inimigo, mas infelizmente todos estão sujeitos as fatalidades e é preciso se preparar. O professor de educação física relata que tem um filho de 13 anos, uma filha de 11 e a enteada de 20, e que agora vai ajuda-los a superar o momento.

“Agora eu tenho que ter forças para passar para meus filhos como o mundo é maravilhoso, que a vida é bela, mas que infelizmente temos esses espinhos na sociedade”, disse Valter.
Ele disse que a Denise era uma professora que lutava muito por uma sociedade melhor e uma profissional muito dedicadas.

Aos que ainda vivem, Valter deixou um recado. “O que eu peço é oração por todos nós. Ao acordar, veja na sua companheira, no seu companheiro, na sua família, uma coisa linda e bela que temos que curtir. Tem gente que sai de casa e não escuta um ‘vai com Deus’. Eu falava para ela, você sempre esteve com Deus e agora siga com Ele”, declarou.

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