Na esperança de se reunirem com o prefeito para discutir alternativas para o decreto nº 552/2017 que passou a valer no último dia 04 e proíbe da comercialização de produtos na feira do Centro durante a sexta-feira à noite, um grupo de feirantes se reuniu na tarde desta segunda-feira (09) para formar uma comissão de agricultores que irá representá-los diante da administração do município.

Segundo a feirante e membro do comissão, Edineia Scheneider, de 34 anos, a comissão é formada por cinco agricultores e o grupo está levantando os documentos necessários para apresentar ao prefeito, entre eles está um abaixo-assinado com mais de mil assinatura dos clientes dos feirantes.

Ela afirmou que o grupo ainda não sabe quando o encontro vai acontecer, mas que a expectativa é de seja ainda essa semana. “Estamos aguardando o prefeito dar a resposta do dia em que ele vai atender a gente. Mas ela tem que acontecer antes de quinta-feira porque vai vir o feriado e na sexta a prefeitura deve emendar”. 

Os feirantes formaram uma comissão e aguardam a reunião com o prefeito para apresentar suas demandas.

Esta reunião foi sugerida pelos feirantes durante uma conversa  com o secretário adjunto de Fiscalização, Anderson Arpini, e a supervisão da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Expansão Rural (Semaper) na última sexta-feira (06), quando revoltados com a proibição um grupo de feirantes interrompeu o trânsito na rua José Barcelos de Matos.

A manifestação durou cerca de trinta minutos, fez com que muitos veículos entrassem na contramão para seguir até seus  destinos e só chegou ao fim quando o secretário adjunto se propôs a ouvi-los e recebeu o pedido da reunião. “Foi solicitado agenda com o chefe do executivo para levar as reivindicações dos feirantes, os mesmos criarão uma comissão para a possível audiência para que sejam ouvidos pelo Poder Executivo Municipal”, explicou Anderson .

Edneia revelou que além de não poderem vender na sexta, os feirantes estão proibidos de arrumar as barracas neste dia e isso é o que mais os preocupa. “Ele determinou que às 19h a gente faça a montagem e às 5h comece arrumar para poder vender só que neste horário o dia já está claro. Como vamos arrumar a banca com os clientes chegando para comprar para restaurantes e quilão? Na sexta nem descarregar o carro a gente pode. Só podemos montar a barraca. Não tem como. Isso não existe”. 

Mais protesto. Segundo ela, se o encontro com o prefeito não acontecer, o grupo vai retomar as vendas na sexta-feira (13). “Nosso acordo com o Anderson na última sexta foi de que a gente iria montar e arrumar, mas não iríamos comercializar. Nós respeitamos isso e estamos esperando a reunião agora se não houver, nós combinamos que iríamos montar na próxima sexta às 17h e comercializar e se a postura aparecer para recolher, a gente vai fechar a pista novamente”.

Ainda de acordo com Edneia, 48 feirantes estão sendo prejudicados por não poder comercializar seus produtos na sexta-feira. Ela acredita que o grupo que só vende no sábado e atualmente é a favor da proibição também vai acabar sofrendo as consequências do decreto. “As pessoas que só vem na madrugada estão contra a gente. Mas como montamos mais cedo não atrapalhamos eles. Agora se a gente for montar às 5h igual o prefeito quer essas pessoas vão acabar sendo prejudicadas também”. 

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