Depois de 16 dias do acidente em Mariana, cidade de Minas Gerais, a lama de rejeitos chegou ao mar do Espirito Santo, na praia de Regência em Linhares. De acordo informações do governo do Estado, o governador Paulo Hartung solicitou o apoio da Marinha do Brasil, que vai monitorar a Foz do Rio Doce e recolher amostras de água, a fim de acompanhar o nível de contaminação do mar.

A Samarco terá que fazer monitoramento do litoral, de São Mateus até Piraquê-Açu, em Aracruz, com base nas diretrizes do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema).

Regência
A lama mudou a cor da água do Rio Doce na praia de Regência, onde o rio deságua no mar, em Linhares, Norte do Espírito Santo. (Foto: Fred Loureiro/Secom-ES)

Processo. Além disso, o governo do Estado, juntamente com o Governo Federal e o Governo de Minas Gerais, vão entrar com ação conjunta na Justiça contra a mineradora Samarco. Uma reunião com a Advocacia-Geral da União foi marcada para a próxima terça-feira (24), em Brasília.

Lama Colatina
O modelo que está sendo levado em consideração é o que foi adotado por Estados, cidades e o Governo Americano. (Foto: Fred Loureiro/Secom-ES)

O governador Paulo Hartung explicou que desastres ambientais no mundo já mostraram que a saída em casos assim é a ação conjunta.

O modelo que está sendo levado em consideração é o que foi adotado por Estados, cidades e o Governo Americano, que unificaram procedimentos jurídicos contra a British Oil, por causa do derramamento de petróleo no Golfo do México, em 2010.

Ações preventivas. Do seu lado a Samarco afirmou que tomou as providências necessárias para minimizar os impactos causados pela chegada da lama no sábado (21), à Regência. Como forma preventiva, o projeto Tamar, recolheu os ovos de tartarugas que estavam localizados na praia de Comboios e os levou para uma parte mais alta da costa. Além disso, há equipe monitorando o local, para coletar amostras da água antes e depois da chegada da lama. Essas amostras estão sendo enviadas para análises diariamente.

Outra ação preventiva, segundo a Samarco, que já vem sendo realizada é a instalação de 9 mil metros de barreiras, em sentido longitudinal, nas duas margens do rio e em algumas ilhas localizadas no estuário. O objetivo das barreiras é isolar a fauna e a flora que vivem nesse entorno, sem que impeça a chegada da lama ao mar.

Rio Doce - Foto: Fred Loureiro/Secom-ES
Segundo a Samarco, há equipe monitorando o local, para coletar amostras da água antes e depois da chegada da lama. Essas amostras estão sendo enviadas para análises diariamente.(Foto: Fred Loureiro/Secom-ES)

Também faz parte das ações o monitoramento aéreo da área por meio de um equipamento chamado OceanEye. Trata-se de um balão inflado com gás hélio e equipado com câmera, que contém um sensor triplo capaz de produzir imagens de alta resolução em tempo real, dia e noite, com coordenadas georreferenciadas, que geram um mapeamento preciso da região.

Ainda segundo a Samarco, ainda que Regência e Povoação, distritos de Linhares, não são abastecidos pela água do Rio Doce mas, ainda assim, recebem o auxílio de caminhão-pipa, como ação preventiva da mineiradora. A Defesa Civil recomenda, por precaução e em caráter temporário, que a população não tome banho de rio e mar nessas regiões, já que, com a chegada da lama, a cor da água fica mais escura. A Samarco reitera que a lama não é tóxica.

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