Mais de 300 garis pararam as atividades na manhã de hoje em Guarapari. A decisão aconteceu no final da noite de ontem (8), após assembleia realizada com a categoria em Vitória, que está em busca de melhores salários. Os trabalhadores almejam reajuste salarial de 8% e aumento do ticket alimentação para R$ 480,00.

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Os garis querem reajuste salarial de 8% e aumento do ticket alimentação para R$ 480,00. Foto: Roberta Bourguignon.

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública do Espírito Santo (Sindilimpe-ES), explicam que a categoria não aceitou as propostas oferecidas pelos patrões. “Nós queremos reajuste salarial e aumento do ticket alimentação para R$480,00. Mas as empresas quiseram dar inicialmente, apenas 5% de reajuste, e nós não aceitamos. Passaram o reajuste para 7% e, depois para 7,5%, mas nós também não aceitamos”.

Os garis do município pedem ainda, plano de saúde. Segundo eles, estão expostos a todos os tipos de bactérias e não podem ao menos se tratarem. “Eu tenho micose nos dedos. E sem o plano de saúde, não posso tratar esse problema. Comprar remédio também é complicado. E o dinheiro vai todo embora”, disse um gari.

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Além de melhores salários, a categoria também pede Plano de Saúde.

Por falta de plano de saúde, Alessandra Soares que é gari há três anos, conta que já está há quase dois anos parada, porque sofreu um acidente no trabalho e não tem condições para pagar a cirurgia. “Desde que sofri o acidente, fiquei sem a cesta básica, o ticket alimentação e estou encostada no INSS. Precisei custear todos os meus exames, e agora estou dependendo de uma cirurgia. Estou usando muleta, e por isso não consigo voltar a trabalhar”, disse ela. Explicando ainda que o acidente aconteceu na Praia da Cerca, enquanto trabalhava. “Eu estava varrendo. Veio um menino brincando no skate e bateu no meu joelho. A partir daí, minha luta só começou”, conta Alessandra.

O diretor da Codeg informou que não foi comunicado sobre a paralisação, e ressaltou que “a Companhia de Desenvolvimento de Guarapari se trata de uma empresa de economia mista, no qual o município possui 83% das ações. Em virtude disso, estamos enquadrados na preservação dos serviços essenciais, onde 30% dos trabalhadores são obrigados a continuarem atuando”, explicou José Capistrano.

E na tarde desta quarta-feira, José Capistrano disse que vai conversar com o Departamento Jurídico do Município, para discutir sobre as providências a serem tomadas perante aos garis.