Médico morador de Guarapari famoso mundialmente morre aos 102 anos

O imunologista e pesquisador, Genésio Pacheco da Veiga, de 102 anos, faleceu na tarde desta terça-feira (13), em Vitória.  Ele teve uma obstrução intestinal e passou por uma cirurgia, mas contraiu uma infecção hospitalar e precisou passar por uma nova operação. O médico ficou internado e acabou não resistindo. O sepultamento aconteceu  na tarde desta quarta-feira (14), em Guarapari.

Segundo Cláudia, mesmo com 102 anos o pai atendeu os pacientes até um mês atrás. Foto: Arquivo Pessoal

Uma das filhas do médico e administradora das empresas da família, Cláudia Andrade Veiga, de 60 anos, contou que o pai era carioca e veio morar em Guarapari em 1976 quando se aposentou, mas continuou trabalhando aqui. “Até um mês atrás ele clinicava. Ele atendeu muito tempo no Rio de Janeiro e depois veio para Guarapari aposentado, mas os pacientes vieram atrás dele”.

Doutor Genésio trabalhou durante anos na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde desenvolveu medicamentos que controlam doenças autoimunes como artrite reumatoide, lúpus e espondilite anquilosante. Cláudia contou ainda que inicialmente seu pai desenvolveu uma vacina, mas que depois o medicamento foi transformado em comprimidos.

“Com a inovação a vacina virou um complexo. A vacina é aplicada intradérmica (os princípios ativos do medicamento são administrados entre a derme e a epiderme) ou subcutânea (quando o medicamento é administrado no tecido adiposo logo abaixo da pele) e nosso medicamento hoje em dia é um complexo sublingual que controla essas doenças autoimunes e infecções”, explicou Cláudia.

Liberação da Vacina. Apesar da importante descoberta, o pesquisador não conseguiu a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a comercialização da  vacina. Em uma entrevista ao Século Diário, em julho de 2007, doutor Genésio afirmou que a vacina não foi liberada porque foi exigido um estudo científico comparativo que comprove sua eficácia e mesmo depois de realizá-lo não conseguiu a liberação.

“Eu já fiz esse estudo, mas eles não aceitaram. Apliquei a vacina em 400 pacientes e obtive resultados positivos em mais de 80% dos casos. Isso tudo está documentado. Na verdade, sabe por que eles não liberam a vacina? Por causa dos interesses econômicos que estão em jogo”, disse doutor Genésio.

Pacientes importantes. Segundo Cláudia, após o desenvolvimento do complexo a liberação foi dada. Ela relatou que o pai tinha pacientes pelo mundo todo, inclusive, políticos e artistas.  “Meu pai tinha milhares de paciente que saíram de cadeiras de rodas. Isso tanto no Brasil como na Europa, Estados Unidos e Canadá. Ele curou um ministro da fazenda, mas não me lembro de qual gestão, e o diretor da Escola de Samba Beija-Flor, os dois sofriam de artrite reumatoide”, revela a filha.

Tratamento para animais. A filha disse ainda que o médico também desenvolveu medicamentos para tratar os animais. “Infelizmente, papai se foi  uma semana antes do lançamento de todos os produtos veterinários que controlam parvovirose, cinomose, badésia, dermatite úmida, sarda demodécica e uma série de patologias. Tudo criado por ele”.

Cláudia Andrade Veiga e o pai, o médico Genésio Pacheco da Veiga. Foto: Arquivo Pessoal

“Meu pai era humanista. O objetivo dele era o bem-estar dos pacientes. Inclusive, a maior parte deles não pagava tratamento. Está sendo muito difícil enfrentar a morte dele”, lamenta Cláudia.

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Respostas de 3

  1. ESTA VACINA FEZ EFEITO PRA MAIS DE TRINTA PESSOAS QUE EU INDIQUEI, QUEM DIZ O CONTRARIO NAO SABE O QUE FALA, OU DEFENDE O MONOPOLIO DOS GRANDES LABORATORIOS.

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