Nos dias de hoje uma mensagem chega ao seu destinatário em poucos segundos. Seja através de aplicativos para celulares,  por ligações telefônicas ou por dezenas de outros meios de comunicação instantânea.

Mas até pouco tempo atrás, o mais rápido meio de comunicação era o pombo-correio, que até a primeira metade do século 20 foi muito usado para comunicações nos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial.

Historicamente não é possível precisar quando o pombo começou a ser usado como ferramenta de comunicação. Sabe-se, por exemplo, que as Cidades-estados gregas usavam a ave para transmitir os resultados dos jogos olímpicos. O ditador romano Júlio César menciona em seus escritos o uso do pombo correio para se comunicar com Roma durante a sua guerra contra os gauleses.

Pombos ornamentais podem ser vendidos por até R$ 600 o casal. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Pombos ornamentais podem ser vendidos por até R$ 600 o casal. Foto: João Thomazelli/Portal 27

O animal possui uma incrível capacidade de retornar ao seu ninho, ou ao local onde nasceu e deu o primeiro voo. Nos dias de hoje a Columbofilia, ou a arte de criar pombos correios, virou um lazer e é praticada em todos os Estados do Brasil.

Em Guarapari, o comerciante Devanir Barbosa, 47 anos, é um entusiasta da columbofilia. Em seu pombal existem cerca de 400 pombos correios criados para participarem de competições. Ele ainda tem outras 100 aves ornamentais.

“Nós estamos participando do campeonato estadual. Na primeira etapa, os pombos foram soltos em São Mateus para retornarem para Serra. Nas próximas etapas, eles vão percorrer 220 km, 270 km e 420 km, fazendo o trajeto de Eunápolis na Bahia até a Serra, no Espírito Santo”, explica o columbófilo.

Despesas com os pombos

As despesas para manter o Pombal “Voltei Para Te Ver”, do columbófilo Devanir Barbosa são pagas pela própria comercialização de filhotes. Um casal de pombos correios pode variar de R$ 200 a R$ 600.

Mas para manter este número de animais bem alimentados e saudáveis, Devanir chega a gastar cerca de R$ 1200 por mês. O pombal é limpo a cada oito dias e as aves de competição chegam a consumir oito tipos de sementes diferentes e até uma mistura com três tipos de areia. “A areia é como uma sobremesa para eles”, diz Devanir.

Devanir com um dos pombos que cria. Paixão pelas aves. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Devanir com um dos pombos que cria. Paixão pelas aves. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Quando perguntado sobre porque ele cria pombos correios, já que dão tanto trabalho, ele responde de forma simples: “Eu sinto prazer quando eles voltam para casa. Ver eles chegando depois de voarem centenas de quilômetros é muito bom. Eles recebem um tratamento especial depois que chegam. São limpos e bem alimentados”, finaliza.

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