Uma mulher trans de 21 anos, dona de casa e moradora de Minas Gerais, denunciou ter sido violentamente agredida pelo namorado, de 27 anos, durante o fim de semana na Praia do Morro, em Guarapari. O casal chegou ao Espírito Santo na sexta-feira (7) para comemorar o aniversário da vítima, celebrado no dia 3 de agosto, e pretendia retornar ao estado de origem no domingo (9).
A agressão deixou a mulher com hematomas nos braços, pernas e rosto, além de ter tido várias unhas arrancadas enquanto tentava proteger o rosto com as mãos.
Discussão em quiosque e agressões
Conforme o relato da vítima, a confusão começou quando o companheiro passou a incomodar frequentadores em uma mesa vizinha em um quiosque na Praia do Morro. Ao tentar intervir para que ele parasse de importunar os clientes, o homem afirmou que sairia para comprar drogas. Com medo de permanecer sozinha em um local desconhecido, a vítima tentou segurá-lo e conversar, momento em que foi atingida por um soco.
A mulher tentou se defender e revidar, mas acabou caindo e sendo agredida com socos e chutes. Ao colocar as mãos sobre o rosto em uma tentativa de proteção, teve as unhas arrancadas durante os golpes recebidos.
Perseguição, prisão e desacato à polícia
A vítima gritou por socorro, mobilizando moradores e pedestres que acionaram a Polícia Militar. Uma pessoa que presenciou o ato alertou uma equipe policial nas proximidades. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a mulher caída, que apontou na direção do agressor em fuga.
A perseguição começou nos arredores da Praia do Morro e terminou na região da Praça dos Golfinhos, onde o homem foi abordado. Durante a varredura, constatou-se que um volume percebido em sua cintura tratava-se de um aparelho celular.
Colocado no compartimento de segurança da viatura, o homem reagiu de forma violenta, desferindo chutes que danificaram a parte interna do veículo, xingando a equipe policial e fazendo ameaças de morte contra a vítima. Para conter novas tentativas de fuga, ele precisou ser algemado.
Retorno a Minas Gerais e providências legais
Em depoimento, a vítima revelou que o histórico de agressões do companheiro não era inédito. Sem dinheiro para a hospedagem e para a passagem de volta — recursos que haviam ficado sob posse do agressor —, a mulher precisou de auxílio financeiro da família para conseguir retornar a Minas Gerais.
“Infelizmente, eu estou enxergando que não dá mais para a gente continuar. A gente já tentou demais, a gente já tentou várias vezes. Não é a primeira vez.”
— Vítima de agressão em Guarapari.
O homem foi conduzido à delegacia do município e, posteriormente, transferido para o sistema prisional.











