PDM: Emenda para retirar ilhas urbanas da área rural

 

Após uma reunião realizada entre associações, IDAF e INCAPER na tarde de ontem (04) na Câmara Municipal de Guarapari, foi protocolado na Casa de Leis as primeiras propostas de emenda ao novo Plano Diretor Municipal (PDM). A emenda é pela retirada de todas as ilhas urbanas da área rural, principalmente das áreas de Buenos Aires, Cachoeirinha, Boa Esperança, Todos os Santos, Santa Rita, Santa Luzia, São Miguel, Cabeça Quebrada e Iguape.

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Engenheiro Aprígio e o presidente da Câmara Wanderlei Astori.

“O novo PDM está delimitando muitas áreas como urbanas dentro das áreas rurais, onde hoje os produtores rurais dizem que são zonas de produção agrícola. Eles temem que dessa forma, a característica agrícola da região pode acabar, já que com esse novo zoneamento, será permitido a construção de condomínios”, explica o presidente da Casa, Wanderlei Astori.

Ainda dentro da emenda está a proposta de inserir ilhas rurais na área urbana, sem acabar com a zona urbana de uso agrícola, localizadas entre a BR 101 e a Rodovia do Sol, e que contenha características rurais, como por exemplo a região de Lameirão que contém o maior produtor de mel do município de Guarapari, no entanto está dentro da área urbana. As regiões são: Lagoa Dourada, Acapulco, Laje das Pedras, Palmeira, Fazenda Boa Vista, Machinda, Lameirão, Banqueta, Andana, Samambaia, Jabuticaba e Tartaruga.

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Quase 100 pessoas participaram da audiência de revisão e análise do novo PDM.

E as entidades pedem ainda a adequação ao decreto federal nº 62.504, que cria sítios de recreio em áreas rurais do município, com áreas de 4mil m². “As propostas serão apresentadas como emenda para ser inserida no novo PDM. A emenda será votada pelos vereadores”, explicou Astori.

O engenheiro contratado pela Câmara para analisar o PDM ressaltou na audiência pública que emendas são legais. “O município fez o PDM de uma forma legal e correta, e conforme autoriza a lei, os vereadores poderão fazer emendas neste Plano Diretor Municipal já desenvolvido. Com as audiências públicas realizadas, nosso objetivo é buscar adequações no que já foi desenvolvimento, de acordo com a necessidade da comunidade, daquilo que vai virar lei. Nós não iremos discutir o que está certo ou errado. A ideia é propor emendas para levar isso para nossa realidade”, garantiu Aprígio Antônio Barreto Júnior.

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