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Em apenas uma semana a 1ª Companhia Ambiental apreendeu 100 pássaros silvestres.

Segundo o tenente Idevan, todo esse material foi apreendido em apenas sete dias. Ou seja, do último dia 28 de janeiro até o dia 03 de fevereiro em operações diversas, em que cerca de 100 pássaros silvestres estavam sendo mantidos em cativeiro sem a devida autorização do órgão ambiental, incluindo alguns dos animais com uso de anilhas falsificadas ou adulteradas. “Todas as apreensões foram realizadas através de denúncias anônimas”, disse o oficial.

Todo material gerado pela destruição das gaiolas foi lançado no aterro sanitário da empresa, devidamente licenciada pelos órgãos ambientais para serviços de tratamento e destinação final de resíduos.

As apreensões no período

As aves apreendidas pelo BPMA no período foram: 31 canários-da-terra, 07 sabiás, 17 coleiros, 14 trinca-ferros, 17 sanhaços, 02 papagaios-chauá, 01 jandaia, 02 maritacas, 01 sofre, 01 cardeal, 01 caboclinho, 02 azulões, 01 melro, 01 curió, 01 gavião e 01 catatau, chegando a um total de 100.

O BPMA destaca que nas últimas apreensões verificou que algumas aves são extremamente utilizadas no comércio ilegal, principalmente o trinca-ferro, cardeal, sofrê e o catatau.

De acordo com os policiais que participaram da destruição, um dos objetivos é a divulgação da destruição para que possa promover a conscientização, mobilizar e orientar a população contra esse tipo de crime ambiental lamentavelmente ainda comum em nossa sociedade.

As aves apreendidas foram levadas para o Centro de Reintrodução de Animais Selvagens (Cereias), localizado em Barra do Riacho, município de Aracruz, onde receberão atendimento veterinário, alimentação apropriada em espaço físico adequado até que possam voltar à natureza.

A multa por manter pássaros em cativeiro sem a devida licença é de R$ 500,00 por unidade sendo que, no caso de espécie em vias de extinção, o valor chega a R$ 5.000,00 por indivíduo, e a pena para tal crime é de detenção de 06 meses a um ano e multa. A pena é aumentada da metade, se o crime é praticado contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção.

Entrega voluntária

A Polícia Militar Ambiental orienta e incentiva as pessoas que não mantenham animal silvestre em cativeiro de forma irregular, e caso o possua, que procure a Polícia Ambiental mais próxima a fim de fazer a entrega voluntária, não imputando ao cidadão nenhum tipo de responsabilidade penal.

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