Professores e funcionários de uma escola municipal de Guarapari planejam paralisação, caso o policiamento não compareça periodicamente na instituição para vistoriar os pertences dos alunos e funcionários, e garantir segurança para quem frequenta o local.

“O nosso pedido é a presença de policiais, porque um aluno já entrou com uma faca na escola  e ameaçou a diretora (reveja a matéria), e para entrar com uma arma de fogo não custa nada. É preciso então revistar todos os alunos, e também os funcionários que entram para trabalhar”, conta uma pessoa ouvida por nossa reportagem.

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A falta de segurança na escola ainda é uma preocupação de pais, professores e funcionários. Foto: Roberta Bourguignon.

O medo de um pai, é que o aluno use a arma em um momento de fúria. “A partir do momento que o aluno se sentir ofendido com alguma atitude de um colega ou até mesmo de um professor, estar armado é um exemplo de bomba relógio que acaba explodindo muito fácil. E usar uma arma, por causa de uma discussão boba, pode se tornar fatal”, comenta um pai que preferiu não ser identificado.

As mulheres são a maioria no quadro de funcionários, e isso preocupa ainda mais os pais desses alunos que frequentam a escola para aprender. “Com a presença dos policiais, os alunos que dão mais trabalho aos professores, a exemplo dos que apresentam envolvimento com drogas, ficarão mais atentos sobre a proteção que esses policiais podem oferecer aos alunos e professores, e com isso, haverá mais segurança dentro da escola”, ressalta uma entrevistada.

Primeira aparição da polícia. O entrevistado conta que na última sexta-feira, policiais militares compareceram à escola, e foram apenas na secretaria e na sala de direção, provocando grande alvoroço entre alguns alunos. “No momento em que os policiais estavam na escola, alguns alunos foram no banheiro e deram várias descargas. Com isso, tivemos a certezas que alguns alunos estavam com drogas na escola”, comenta, e completa que mesmo assim, os policiais não revistaram ninguém.

E para este entrevistado, o grande problema da escola, está nesses alunos. “Na escola, há muitos alunos que querem estudar e alguns que não querem estudar e que acabam atrapalhando o ensino dos outros. A todo tempo, alunos de outras séries invadem as salas erradas, mas os professores falam com jeitinho, por medo de arrumar confusão”. E quando a situação acontece, ele conta que o professor não manda o aluno para a diretoria, pois há um temor entre os funcionários, de que ‘se o aluno se estressar, o professor poderá não amanhecer vivo’.

Resposta. Através de nota, a comunicação da Prefeitura de Guarapari informou que o policiamento iniciou na semana passada nos períodos de entrada e saída dos alunos, mas que dentro das dependências não estão sendo realizadas revistas.

Já o do 10º Batalhão da Polícia Militar, informou também através de nota, que “tem conhecimento da situação na escola CMEJA e já se colocou à disposição para colaborar na solução dos problemas. A escola já recebeu a visita de policiais militares da 1ª Companhia do 10º BPM e também é contemplada no roteiro de policiamento de viaturas”.

A PM disse ainda “que as ações tomadas pela Polícia serão desenvolvidas em acordo com a direção da escola e os patrulhamentos serão realizados principalmente nos horários de entrada e saída de alunos”.

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