O leite é um dos itens que está mexendo com o bolso do consumidor nos últimos meses. Tem supermercado no município de Guarapari recebendo o leite muita mais caro em relação ao mesmo período do ano passado, e assim, repassando ainda mais caro para o consumidor. No último ano, o valor do leite subiu 58%, segundo a Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais (Cepro). A justificativa para o aumento seria a queda na produção do alimento.
O aumento de preço do produto está assustando consumidores, como o pedreiro Damázio Costa. “O leite aumentou muito nas últimas semanas, e pra gente que consome muito e tem criança em casa, está difícil. Essa alta pesa no bolso e afeta muito no final do mês”, comenta.
A dona de casa Nilza Regina relata que nos supermercados da cidade não é possível encontrar o litro de leite a menor de R$ 3,00. “Estou impressionada com o preço do litro de leite. A gente que gosta de fazer uma pesquisa antes de comprar não tem encontrado o produto a menos de R$ 3,00. Tem supermercados vendendo o litro de leite a mais de R$5.00”, conclui.
Falta de chuva. Segundo a Associação de Produtores e Criadores de Gado Leiteiro, a falta de chuva vem deixando rastro de destruição na paisagem e na vida de pessoas e animais no Espírito Santo. Com os pastos secos, produtores de leite viram a oferta do produto minguar, enquanto cresce o gasto com a alimentação do rebanho.
A agropecuarista da Agroindústria Reserva dos Imigrantes, Karla Lievori, que depende do leite para a fabricação de queijos, viu a produção despencar. Na propriedade em Colatina, Noroeste do Estado, a produção de leite diminuiu 60%, de 100 mil litros, ela passou a ter uma produção na propriedade de 40 mil litros por mês.
O problema é que, além da queda na produção, aumentaram as despesas. Com o pasto seco, ela precisou comprar alimento para dar ao gado leiteiro. “Sem pastagem e dependendo de silagem e ração, o produtor desiste. Desse jeito, o custo de produção do litro de leite fica muito maior e, ao repassar esse valor para o produto final, o queijo fica menos competitivo”, comenta.
Com informações de Folha do ES











