Um grupo de aproximadamente 1000 funcionários da Samarco realizou um protesto agora pela manhã em frente a empresa. De acordo com a direção do sindicato da categoria (Sindimetal), foi realizada uma assembleia onde foi passada aos trabalhadores a difícil realidade da empresa e das negociações até o momento.
Enquanto a assembleia acontecia, o transito ficou parado por mais de duas horas. Eles coloram pneus e atearam fogo impedindo a passagem dos veículos de 8h até as 10h30. A direção do Sindimetal explica que quando acabar o regime de lay off promovido pela empresa e que vai até o dia 25 de junho, vai haver uma demissão de cerca de 40% dos funcionários.

“Na semana passada estivemos reunidos com representantes da empresa e eles nos passaram que não tem condições de segurar os trabalhadores, que já fizeram de tudo. Esse protesto foi para mostrar a sociedade o que está acontecendo com essas famílias. São mais de mil funcionários”, explica Sérgio Luiz Guerra, da direção do sindicato.
Ainda de acordo com ele, que é funcionário da empresa a 33 anos, o sindicato tentará chegar a um acordo com a Samarco. “Nós faremos o possível que para que não aja as demissões. Estamos conversando sobre um plano de demissões voluntárias, mas para isso vamos estabelecer algumas regras, para que os direitos dos trabalhadores sejam garantidos”, diz ele.
Apesar da difícil situação vivida pela empresa desde o acidente em Mariana, Sérgio espera uma solução. “Queremos que a Samarco volte a produzir”, finaliza ele.

Samarco. Em contato com a imprensa a Samarco explicou que está em “constante diálogo com os sindicatos para alinhamento sobre a indefinição da retomada das operações da empresa e a situação dos empregados”.
A empresa explica que “Nos últimos meses, a Samarco tem realizado estudos para avaliar possibilidades de retorno das suas atividades, o que tem sido devidamente acompanhado pelos órgãos competentes. No momento, os estudos indicam que, quando as operações forem retomadas, a Samarco irá operar com apenas 60% de sua capacidade, o que torna fundamental que a empresa adeque sua estrutura a essa nova realidade”.
A Samarco finaliza dizendo que “Esta medida, extremamente difícil, porém necessária, está sendo considerada após inúmeros esforços feitos pela empresa para manter os empregos diretos de suas unidades e escritórios”.











