Após a polêmica da não realização do show da dupla sertaneja Gino e Geno e o cancelamento do último dia de evento do rodeio, que estava programado para ser realizado ao longo do final de semana passada, o Procon municipal notificou a empresa  responsável pelo rodeio Tourada pela Paz.

O supervisor do Procon, Rhadson Monteiro explicou que “Procon realizou uma ação lá no domingo às seis horas da tarde. Nós notificamos a empresa com relação ao que havia acontecido no dia anterior e já notificamos também com relação a não prestação do serviço no domingo porque neste dia também não aconteceu nada. Teve a venda de ingressos e não foi realizado e configura nesse caso não só a propaganda enganosa, porque foi anunciado e não foi entregue, como uma quebra da relação de contrato de serviço”, explicou Rhadson.

O Procon municipal notificou a empresa responsável pelo rodeio Tourada pela Paz.

Ele revelou que até a tarde desta quarta-feira (12) o Procon registou 16 reclamações contra a empresa responsável pelo evento e orientou os consumidores que foram prejudicados a procurar o órgão. “Nós já encaminhamos o processo para a abertura na segunda-feira e agora vamos tomar as medidas cabíveis dentro do direito do consumidor. As pessoas que por ventura vieram a ser lesadas tanto por não terem assistido o show como as que compraram o ingresso do evento que não aconteceu no domingo já estão procurando o Procon. As pessoas que ainda não procuraram podem procurar que nós vamos fazer o registro e tentar restituir o valor para essas pessoas. A grande questão é que nós não temos como saber para quem ele vendeu, então as pessoas têm que vir aqui para a gente saber”, explicou o supervisor.

Supervisor do Procon, Rhadson Monteiro

Uma das pessoas que registrou reclamação contra o evento foi o aposentado Nelson Cândido de Souza, de 58 anos. Ele relatou que comprou dois ingressos, especialmente, para assistir ao show da dupla sertaneja e como ele não aconteceu decidiu procurar o Procon.

“Me senti totalmente lesado. O rodeio foi uma porcaria e eles fizeram tudo errado. Para começar eles anunciaram que o rodeio iria começar às oito e meia da noite. Eu sentei naquela arquibancada e o rodeio só foi começar mais de meia noite, isso não existe. Os peões também eram muito fracos, foi o maior fiasco que fizeram aqui em Guarapari. O show não aconteceu, eu fiquei lá até uma e meia da manhã e nada, eu paguei para ver o show”, desabafou.

Ele afirmou ainda que faz questão de ser ressarcido pela empresa. “Deixei bem claro lá no Procon que quero meu dinheiro de volta. Eles falaram que vão fazer um show de graça, mas isso não me interessa. Eu quero é a devolução do meu dinheiro, que foi $ 100,00”.

O sorteio da moto, que também foi motivo de muita reclamação, também está sendo levado em conta no processo do Procon. “Nós não temos nenhuma denúncia nesse sentido, mas a gente sabe que foram anunciados dois sorteios e que de fato um foi realizado. Não temos informação de como esse processo foi realizado, mas a gente sabe que o que foi anunciado para o domingo não foi feito. Então é o mesmo caso, na verdade, do show. Foi anunciado e vendido um serviço que não foi prestado”, afirmou Rhadson.

Rhadson explicou ainda que o Procon deve multar a empresa.

Multa. Rhadson explicou ainda que o Procon deve multar a empresa. “O próprio órgão de defesa do consumidor vai realizar essa multa dentro do prazo legal. Então ele vai ser notificado para apresentar o contrato social e a defesa. A gente sabe que a mídia anunciou a explicação do empresário dizendo que houve uma quebra de contrato com relação ao sábado e isso tudo são atenuantes. A gente vai levantar esse processo para ver como isso vai ser posto. Mas além desse fato, principalmente, por não ter ocorrido o evento configura a devolução dos valores”.

De acordo com o supervisor do Procon, ainda não é possível saber o valor da multa porque o órgão ainda não tem conhecimento de qual é o tipo da empresa responsável pelo evento.  “A multa é calculada com base no tamanho da empresa.  Então ele  ainda vai ser notificado para apresentar o contrato social e a defesa”.

O Portal 27 procurou o empresário Wanderson Silva para que ele pudesse explicar o porquê o evento de domingo não foi realizado e o que fará para ressarcir os consumidores. Ele chegou a marcar uma entrevista com nossa reportagem, mas não compareceu.

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