No último mês uma das praias de Anchieta recebeu uma visita inesperada: um pinguim. Após ter encalhado, a ave foi levada ao Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram), onde chegou magra, fraca, com muita fome e sem camada de gordura.

Curiosidade. Você deve estar se perguntando o que um pinguim – ave que vive em ambientes extremamente frios – vem fazer no litoral capixaba. A resposta dada pelos biólogos é que entre os meses de julho e agosto, esses animais migram das águas geladas buscando se aquecer em outros locais, com isso, acaba sendo bastante comum o aparecimento de pinguins nas praias capixabas.

Imagem ilustrativa

Vindos da Patagônia. Segundo informações do Iema (Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos), a espécie desse animal que aparece em nosso estado é o Pinguim de Magalhães, que vem da Patagônia Argentina. Eles vêm sobretudo em busca de alimentos e os que chegam ao litoral capixaba são, geralmente, os mais jovens, que se aventuram em trajetos mais distantes e acabam se perdendo.

O que fazer ao encontrar um pinguim na praia. Em entrevista à imprensa, Luis Felipe Mayorga, veterinário e diretor do Ipram, afirmou que ao encontrar um pinguim na praia, as pessoas devem mantê-lo aquecido e seco, seja colocando em caixa de papelão com jornal, ou cobrindo com uma toalha seca. O animal não deve ser colocado em água fria e também não se recomenda alimentá-lo.

Para onde ligar? Quem encontrar um pinguim ao longo do litoral capixaba deve ligar imediatamente para o projeto de monitoramento das praias da Petrobrás, pelo telefone 08000395005, que funciona em horário comercial e faz o resgate. Caso a ave seja encontrada em horário não comercial, o diretor do Ipram informa o número do instituto (27)99865-6975. “Boa parte dos animais marinhos encontrados vai para o Instituto, mas as pessoas devem tentar o número da Petrobrás prioritariamente, o telefone do Ipram é mais um reforço”, finalizou.

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