Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os jovens? E disse: Ainda falta o menor, e eis que apascenta as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Envia e manda-o chamar, porquanto não nos assentaremos em roda da mesa até que ele venha aqui. Então, Samuel tomou o vaso do azeite e ungiu-o no meio dos seus irmãos; e, desde aquele dia em diante, o Espírito do Senhor se apoderou de Davi”.

Foi assim a escolha de Davi que foi ungido Rei de Israel, que aguardou quarenta anos para se assentar no trono, conforme relato do 1º Livro de Samuel, capítulo 16. Alguns detalhes cercam essa escolha feita por Deus através do profeta Samuel: Quando procurado Davi estava no campo trabalhando, onde enfrentou um urso e um leão que atacaram as ovelhas sob seu cuidado; Quem o ungiu foi um profeta e sacerdote do Senhor Deus; Ele foi ungido na presença de toda a sua família e o espírito do Senhor se apoderou dele.

Nos dias de hoje, não é diferente a escolha de um dirigente para cuidar do povo de Deus. Antes de ser ungido a pastor, o obreiro deve alcançar experiências sobrenaturais e deve ter enfrentado batalhas (espirituais com oração e jejum) em defesa das ovelhas (igreja). Ele deve saber que as ovelhas não são suas e sim do Senhor Deus, assim como Davi, que cuidava das ovelhas do seu pai. O pastor deve estar pronto a dar a sua vida em defesa das ovelhas, se preciso for.

Quem unge um escolhido de Deus não é qualquer um, e sim, aquele que recebeu autoridade de Deus e é reconhecido pelo povo através do testemunho de vida. Ou seja, ninguém unge a sí mesmo a pastor, muito menos se torna um pastor ungido por quem não tem a unção de Deus e o respeito da comunidade onde labuta espiritualmente. Baseio tal afirmação na própria bíblia quando se lê sobre o profeta Samuel, que era reconhecido como profeta, sacerdote e juiz de Deus.

O chamado de Deus é realizado junto à família do obreiro, não aquela biológica, e sim a família cristã, até para que a própria igreja (família) veja o agir e o responder de Deus às orações pelo chamado de novos obreiros. O Espírito do Senhor se apodera para estabelecer no ungido as características do ministério tratadas na Carta aos Efésios 4:11), quando Paulo descreve os cinco ministérios que identificam a atuação do pastor. Além disto, o Espírito de Deus capacita e prepara o ungido do Senhor para as novas batalhas que virão, assim como fez com Davi, que enfrentou inúmeras guerras, sagrando-se vencedor ao final, pois, enquanto Saul feria milhares, Davi feria a dez milhares.

Depois de ungido, Davi aguardou quarenta anos para assumir o trono, ou seja, Deus calejou, preparou, estruturou a Davi e deu a ele as experiências necessárias que fizeram o seu reinado ser próspero e farto, durante os quarenta anos que esteve assentado no trono. Deus prepara o seu ungido e dá a ele experiências que o auxiliarão nas tomadas de decisões e na ajuda às ovelhas (igreja). Não só isto.

Paulo na primeira carta a Timóteo (3:2-7) orienta a escolha dos pastores: “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo”.

Esses quesitos não são exaustivos, especialmente diante das atividades contemporâneas que faz com que outros quesitos sejam elencados. Dito isto, afirmo, sem a menor sombra de dúvida, que qualquer um que não tenha passado pelo exposto acima e se diz pastor, não é pastor, especialmente aqueles que se comportam como enviados de satanás para macular a mais honrosa das funções deixadas por Deus.

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