Está cada vez mais frequente cenas de violência ligadas ao futebol brasileiro, onde verdadeiros marginais camuflados de torcedores, infelizmente, aproveitam a oportunidade de lazer e diversão de muitos cidadãos para transformar um simples passeio em uma tragédia.

Recentemente, nos chocamos com a notícia da morte do adolescente boliviano por conta do disparo de um sinalizador dentro do estádio. Com isso me pergunto: Quem foi o culpado? O torcedor que levou o artifício, mesmo sabendo que não era permitido? O estádio, que por algum motivo falhou na segurança do local? Acredito que ambos tenham a sua parcela de culpa, mas um terceiro personagem possui a maior parcela de culpa, devido seu poder de influência sobre os torcedores: o time.

Foto: UOL Esporte.
Foto: UOL Esporte.

O uso de sinalizadores e outros tipos de artifícios pirotécnicos dentro de estádios não é um assunto moderno, e todos os times possuem total ciência deste fato. Portanto, achei justo haver uma penalidade para o time, uma vez que, eles poderiam iniciar uma campanha de educação e conscientização de todos os seus torcedores sobre os perigos, ou da mesma forma que gastam verbas absurdas para contratação de jogadores, investirem parte destes valores na segurança dos estádios. Porém, apenas ser penalizado em jogar com a arquibancada vazia, considero uma punição muito branda. Seria necessária uma atitude mais drástica, com a finalidade de forçar o time a interferir, como por exemplo, perder contratos de patrocínio. Com menos investimentos financeiros por conta deste tipo de incidentes, os obrigariam a tomar atitudes mais severas e eficazes com os torcedores, levando-os a uma reeducação sobre conduta, sob o risco de rebaixamento do respectivo time.

A grande verdade é que precisamos de uma reforma na gestão dos clubes esportivos, com fiscalização da CBF e ações conjuntas das polícias, para que eles possam intervir na segurança de todos os torcedores dentro e fora dos estádios, pois não adianta nada “a paz reinar” nas arquibancadas, mas nas ruas toda a sociedade estar sujeita a conflitos de torcidas rivais.

Heberson Borsoi

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