O caso de pagamento de propina a vereadores de Guarapari, que está sendo investigado pelo  delegado Luiz Carlos Claret Pascoal, titular da Divisão de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio (DCCP),  começa a chegar a um desfecho.

De acordo com o delegado, existem provas contra quatro vereadores de Guarapari que, são os principais suspeitos de cobrar propina de empresários. Estes vereadores inclusive não teriam prestado depoimento até o momento.

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Segundo o delegado, os nomes serão divulgados ao final do inquérito. Foto Reprodução TV Guarapari

Segundo o delegado, os nomes serão divulgados ao final do inquérito, que ainda está em investigação. No entanto, Pascoal afirmou que vários empresários, procuraram a delegacia para denunciar que haviam sido vítimas dos quatro parlamentares que teriam pedido dinheiro em troca da aprovação dos projetos. “Até agora temos provas efetivas contra quatro, dos quais ainda não foram ouvidos”, disse Pascoal.

Casos. O inquérito investiga três casos: o da bilhetagem eletrônica – em que a Lei 3369/2012 foi derrubada por 13 votos a dois, em sessão extraordinária do último dia 3. A votação sobre projeto relacionado à realização de obras e a realização de uma festa, adiantou o delegado.

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Quatro vereadores estariam no centro da investigação.

O presidente da Câmara José Wanderlei Astori (PDT), disse que prestou ontem seu depoimento e vai ajudar a polícia. “A minha única preocupação é que algum dos vereadores tenha falado em meu nome, ou em nome da câmara. Pois ninguém tem autorização para isso”, disse Astori.

Depoimentos. Até ontem, sete vereadores haviam prestado depoimento Gedson Merisio (PSB), Anselmo Bigossi (PMDB), Jorge Figueiredo Gonçalves (PP), que é policial civil, Fernanda Mazzelli de Almeida Maio (PSD), Germano Borges (PSB), o presidente da Câmara José Wanderlei Astori (PDT) e Manoel Ferreira Couto (PT), o Manoel da Ki-delícia.

O delegado afirmou que até o momento não há provas contra nenhum desses que prestaram depoimento.

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