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“Sou favorável à proposta que possibilita a reeleição”, disse Edson. Foto: Wilcler Lopes/Portal27

O ex-prefeito de Guarapari e deputado eleito, Edson Magalhães (DEM) é a favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 09/2014, que permite a reeleição na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado. A proposta foi lida esta semana (3) no plenário e já está causando algumas discussões no meio político.

Em entrevista a imprensa, Edson mostrou-se favorável à reeleição. “Sou favorável à proposta que possibilita a reeleição. O mais importante é que a Assembleia tenha uma gestão transparente. Não vejo dificuldade nisso”, afirmou.

Eterna. Outro ponto destacado nos bastidores políticos é que a PEC pode estabelecer a reeleição eterna. No texto, os membros da Mesa Diretora poderão ser reconduzidos ao cargo “no biênio subsequente, inclusive na legislatura seguinte”. Não fica claro, porém, sobre o número de vezes que um deputado poderá ser reconduzido  ao cargo de presidente.

A PEC já foi assinada por  11 deputados e precisa de 18 votos no plenário, em dois turnos, para ser aprovada. A bancada do PT na casa é contra. Para o deputado Claudio Vereza (PT), a PEC abre brechas para a reeleição sem limites da Mesa Diretora da Casa.

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Atual presidente, Theodorico Ferraço (DEM), negou ser candidato à reeleição eterna. Foto: Divulgação.

Ele comparou esta proposta a uma volta aos tempos em que José Carlos Gratz conseguiu se eleger presidente da Casa por três mandatos. “Não sei se é a volta da Era Gratz, mas é a volta da reeleição eterna, e isso é muito ruim”, disse o deputado à imprensa. Quando foi presidente da assembleia, Claudio Vereza foi responsável por derrubar a reeleição eterna.

Apontado como o principal beneficiado da PEC, o atual presidente, Theodorico Ferraço (DEM), negou ser candidato à reeleição eterna. “Tem que se deixar claro que é só de uma legislatura para a outra e depois não pode ter sequência”, disse o deputado, afirmando ainda que não se pronunciaria mais sobre a PEC.

Como não pode tramitar em regime de urgência, a PEC ainda vai demorar para ser votada em plenário. Mas os especialistas afirmam que ela não é inconstitucional e muito provavelmente, seja aprovada.

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